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Destaque pelas piores razões - a Linha do Oeste não é em Abrantes

Edição de 30.05.2012 | O Mirante dos Leitores
O jornal gratuito «Destak» apresenta hoje dia 23-5-2012 na página 3 a seguinte notícia: «Colisão na Linha do Oeste faz um morto - Uma mulher encontrava-se ontem hospitalizada em estado estável, assim como duas crianças de quatro e dois anos que seguiam no automóvel que colidiu com uma máquina de inspecção dos carris numa passagem de nível, perto de Abrantes. Recorde-se que do acidente na Linha do Oeste resultou ainda um morto». Penso que não é por ser gratuito que um jornal pode ser desculpado por um erro tão crasso: de facto a Linha do Oeste liga (ligava) Lisboa à Figueira da Foz tendo como paragens emblemáticas Cacém, Malveira, Pero Negro, Dois Portos, Torres Vedras, Outeiro, Bombarral, São Mamede, Óbidos, Caldas da Rainha, São Martinho do Porto, Valado-Alcobaça, Martingança, Marinha Grande, Leiria, Monte Real, M. Redondo, Guia, Louriçal e Figueira da Foz. Aberta em 1888, teve o seu prolongamento a Alfarelos em 1891. Outra coisa é a Linha do Leste que tem a ver com o acidente referido na notícia deste jornal (Destak) como tendo acontecido «perto de Abrantes». Essa mesma Linha do Leste que faz o comboio chegar a Portalegre depois de passar por Torre das Vargens, surge no livro de José Régio (1901-1969) «Davam grandes passeios aos Domingos…». A paisagem era monótona e árida e o empregado gritava «Chança! Mata! Crato!» quando Rosa Maria ia ao encontro do primo Fernando. Do Oeste é o poema de João Miguel Fernandes Jorge (n.1943): «O comboio correio das 10 da noite partia da / minha terra para Lisboa. Fui tantas vezes / com o meu pai levar as cartas. Esperávamos na gare. Se havia chuva ouvíamos o apito / quando passava á Granja vindo de Óbidos / e depois de correr o vale de S. Mamede». José do Carmo Francisco

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