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Inspector de veículos de Almeirim agredido aceita acordo na primeira sessão de julgamento

Arguido paga 750 de indemnização e livra-se de responder por crime punível com prisão ou multa
Edição de 30.05.2012 | Sociedade
O condutor acusado de agredir um inspector de automóveis de Almeirim aceitou pagar as despesas que o profissional do centro de inspecções teve com o caso num acordo obtido na primeira sessão de julgamento. Joaquim C., que ia responder no tribunal da cidade por um crime de ofensas à integridade física, depois de o Ministério Público ter deixado prescrever a queixa por injúrias praticadas na mesma altura, concordou em pagar ao queixoso 750 euros de indemnização mais as custas do processo judicial. O arguido incorria numa pena de prisão até três anos ou multa.Desta forma o arguido evitou o julgamento e uma possível condenação pelo juiz, já que no âmbito do acordo Tiago Raposeira desistiu da queixa. O caso remonta a Julho de 2009 quando o inspector técnico de veículos reprovou a viatura que o condutor levou à inspecção. Este não terá gostado da decisão e terá partido para a agressão. Outros profissionais que estavam no local na altura eram testemunhas do processo que começava a ser julgado no dia 24. O arguido além do pagamento acordado também pediu desculpas ao queixoso na sala de audiências perante o juiz. Como O MIRANTE já tinha noticiado em Março, quando o tribunal recebeu a acusação do Ministério Público, o juiz considerou prescrito o procedimento criminal quanto às injúrias, referindo que os factos remontam a 9 de Julho de 2009 e que o condutor apenas foi constituído arguido em 21 de Setembro de 2011, altura em que tomou conhecimento do processo. E justifica que o prazo para a prescrição deste crime é de dois anos. O Ministério Público falhou o prazo por dois meses. A queixa por ofensas à integridade física não prescreveu porque o prazo é mais alargado.Na altura, Tiago Raposeira dizia que se sentia frustrado com esta situação porque apresentou queixa na GNR no momento em que foi agredido e tratou de todos os procedimentos a tempo e horas. “Como querem que acreditemos na justiça se ela não funciona e não defende quem tem que defender”, desabafava então o queixoso.Tiago e o irmão Pedro, ambos bombeiros nos Voluntários de Almeirim, também se queixaram de agressões em Julho de 2009 durante uma prova de motocross em Paço dos Negros, quando prestavam socorro a um piloto. O processo em que é arguido o director da equipa do piloto, ainda não chegou a julgamento. O homem não concordou com a forma como foi prestado o socorro e numa resposta posterior veio dizer que “as verdadeiras vítimas foram os familiares e amigos do piloto que assistiram ao seu transporte da pista como se fosse um boneco sem estar imobilizado o que podia ser fatal. Bem como estar mais de 20 minutos sem qualquer informação”.

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