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Luísa Condeço é muito jovem mas é já uma das melhores triatletas nacionais

“Neste momento conciliar os estudos e o triatlo é o mais importante da minha vida”

Cresceu no Clube Desportivo “Os Águias” de Alpiarça, é campeã nacional de juvenis e chegou à selecção nacional de triatlo. Com apenas 15 anos, feitos há poucos dias, tem os pés bem assentes no chão, nem parece tão jovem. “Neste momento conciliar os estudos com o triatlo é a situação mais importante da minha vida”. Mas garante que irá continuar a competir e a dar luta às adversárias.

Edição de 06.07.2011 | Desporto
É a actual campeã nacional de juvenis, está entre as melhores triatletas nacionais e já foi chamada a representar o nosso país. Com apenas 15 anos, Luísa Condeço, revela em entrevista a O MIRANTE, que nesta fase da sua vida, os estudos, são a sua prioridade, mas o triatlo é também o seu grande amor e conciliar as duas coisas é o mais importante da sua vida. “Vou continuar a fazer o que gosto. Que é fazer triatlo. Treino sempre nos limites, quero atingir os píncaros do triatlo nacional e quero ser reconhecida a nível internacional. Tudo isto sem descurar os estudos porque isso é muito importante na nossa vida”, afirma a jovem.Luísa Condeço nasceu em Alpiarça e despertou para a modalidade há três anos quando o professor de natação, que é também técnico do triatlo, a incentivou, a ela e a outras companheiras, a experimentar a modalidade. “Fui, experimentei e gostei. Continuei e fui competir pela primeira vez numa prova em Avis. Estava muito nervosa. Não sabia bem o que estava ali a fazer. Na natação foi uma desgraça, fui das últimas a sair, mas no ciclismo recuperei muito bem e acabei por vencer logo essa prova na minha categoria, então de iniciados”, conta a triatleta com um sorriso.Mas o seu verdadeiro crescimento como atleta continua a dar-se numa das melhores escolas de formação de triatlo do país. É mais um valor saído do “viveiro” do Clube Desportivo “Os Águias” de Alpiarça, que sob a orientação do técnico Miguel Jordan está a tornar-se uma referência do triatlo nacional. A jovem já nadava nas piscinas de Alpiarça, quando em 2008 o clube resolveu criar a secção de triatlo. Nesse mesmo ano, Luísa Condeço, fez a transição da natação para o triatlo. Continuando, no entanto, a competir na natação. A primeira prova em que participou foi no Triatlo Jovem de Avis. Tinha 12 anos. Era ainda uma iniciada inexperiente, mas ainda foi a tempo de se sagrar campeã nacional no escalão, logo no primeiro ano. No currículo estão ainda três títulos de campeã nacional e diversos pódios no triatlo ao longo de dois anos como iniciada e um ano como juvenil. “Sinto que estou a progredir muito bem. Gosto de treinar e de competir. Às vezes é preciso o meu treinador refrear um pouco o meu entusiasmo para não rebentar”, diz com simplicidade. Este ano é o de afirmação na categoria de juvenis. As provas são as mesmas mas as adversárias são mais fortes. Mas Luísa Condeço não se atemoriza. “Já esta época sendo iniciada, nas provas em que participei, as minhas maiores adversárias eram as juniores, e na maior parte das provas fiz melhores tempos do que elas. Por isso não tenho receios, só tenho que me preparar bem para continuar a vencer”, diz com um ar decidido. A campeã traça os objectivos ambiciosos para a presente época. “Espero conseguir treinar o suficiente para ficar, no mínimo, no pódio no campeonato nacional. Quero ir ao Campeonato da Europa de Juvenis e fazer boa figura. Para isso tenho que estar bem nas provas de selecção”, garante Luísa Condeço, que começou da melhor maneira na prova de selecção disputada no fim de semana de 2 e 3 de Julho em Aveiro vencendo com grande à vontade.Para continuar a ser acarinhada na sua terra natal da forma simpática como os seus conterrâneos o fazem, Luísa Condeço diz que quer corresponder com vitórias. “Isso passa sempre pelas excelentes condições que os dirigentes e o meu treinador colocam à minha disposição. Eu dou sempre o máximo e sinto-me recompensada com o apoio das pessoas e também por ver que as entidades oficiais não estão de costas voltadas para nós. Foi muito agradável receber uma carta da autarquia a reconhecer o meu empenho”, diz de forma sentida.O apoio dos seus pais também não é colocado de parte pela jovem triatleta. “Quando cheguei junto deles e lhes disse que ia para o triatlo, ficaram tão surpreendidos que nem disseram nada. Depois que comecei a competir posso dizer que os meus pais são o meu maior e mais importante apoio”, diz sem pestanejar a jovem atleta. Luísa Condeço não tem medo de competir mesmo com as atletas mais velhas. “Quando entro em prova só penso em fazer a minha prova. Não sinto a pressão das outras atletas e às vezes até me surpreendo quando chego ao fim à frente de muitas atletas séniores”, garante a jovem atleta que não esconde que tem um “sonho muito grande”; quer participar nuns Jogos Olímpicos. “Ainda é muito cedo mas é um sonho que ninguém me pode cortar”.A jovem alpiarcense tem ideias claras quanto ao seu futuro. Quer fazer carreira no triatlo, mas também quer estudar e ir para a faculdade tirar um curso, que ainda não escolheu. Por isso, e embora não seja fácil conciliar os estudos com a prática do triatlo, Luísa Condeço garante que com método e organização tudo se faz. “É verdade que depois das aulas e de três ou quatro horas de treino estamos cansadas e quando chegamos a casa só nos apetece é descansar, mas há sempre mais uma dose de força de vontade para nos agarrarmos aos livros e estudar o necessário”, garante a jovem que nunca chumbou e consegue tirar notas normais para uma jovem da sua idade.Segredo do triatlo no Clube Desportivo “Os Águias” é o espírito de família que ali se viveLuísa Condeço é um dos exemplos do sucesso da formação de “Os Águias”. Miguel Arraiolos - várias vezes medalhado em provas europeias e mundiais - é talvez a principal imagem de marca de todos os valores que já saíram do “viveiro” do clube. Para a muito jovem Luísa Condeço, a explicação pela qual “Os Águias” têm uma das melhores escolas de formação de triatlo do país, é simples. “Grande espírito de equipa que torna as coisas fáceis. Somos uma grande família. Para além de se treinar gosta-se do que se faz. Há um grupo de trabalho. Miguel Jordan é um excelente treinador. Depois, os pais são importantes pois são eles que levam os atletas aos treinos. E os dirigentes. Têm feito um esforço enorme e até já conseguimos patrocínios”, diz a campeã nacional de juvenis.

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