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Financiamento é “a prioridade das prioridades” das empresas

Presidente da Associação Industrial Portuguesa preocupado com as dificuldades de acesso ao crédito e o seu custo
Edição de 06.07.2011 | Economia
“É necessário entrincheirar o discurso das associações empresariais naquilo que neste momento é prioritário - o acesso ao crédito e o seu custo por parte do sector privado não financeiro”, defende José Eduardo Carvalho, presidente da Associação Industrial Portuguesa/Câmara de Comércio e Indústria (AIP-CCI).O líder associativo, que até há poucos meses dirigiu a Associação Empresarial da Região de Santarém, afirma que a primeira medida urgente que as associações empresariais devem assumir como prioridade é uma moratória, por um período de 18 meses, nos reembolsos das operações de crédito concedido ao abrigo das linhas PME Investe em curso. “O sistema de garantia mútua tem na carteira cerca de 4 mil milhões de euros de garantias vivas, o que envolve financiamentos de 7 mil milhões. Creio que durante este ano, se nada se fizer, o incumprimento destas operações atingirá um valor próximo dos 20 por cento. É uma medida inevitável”.Segundo o líder da direcção da AIP-CCI, citado em comunicado emitido por essa associação, “pretende-se também que uma parcela das verbas do financiamento externo concedido à República para a consolidação do sistema financeiro nacional seja afectada ao reforço do sistema de garantias mútua, único instrumento de suporte ao financiamento das PME”.Para José Eduardo Carvalho “deve-se proceder a uma realocação das verbas do QREN destinadas a grandes investimentos públicos, agora suspensos, e à antecipação do recebimento dos fundos estruturais, para a criação de um fundo de capital que permita acelerar os mecanismos de concentração e redimensionamento empresarial e o reforço dos capitais próprios e permanentes de empresas através de emissão de obrigações participantes e emissão de acções preferenciais remíveis”.O dirigente defende ainda a adopção de mecanismos de desvalorização fiscal, através da redução da taxa social única, como forma de aumentar a liquidez nas empresas e que o processo de consolidação orçamental do Estado e das entidades públicas seja acompanhado pelo cumprimento dos prazos de pagamento legais aos seus fornecedores.Quanto à actual conjuntura económica, José Eduardo Carvalho define-a como um grande incêndio que “já consumiu as empresas mais débeis e está agora a vergar as empresas economicamente viáveis” e a que não se pode ficar indiferente. “Não podemos olhar para isto indiferentes, pensando que tudo é consequência do ajustamento estrutural da economia, ou da desejável mudança do perfil produtivo do tecido empresarial. Esta indiferença é própria daqueles que passaram e passam a vida a emitir recibos mas não por aqueles que passam cheques”.

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