uma parceria com o Jornal Expresso

Edição Diária >

Edição Semanal >

Assine O Mirante e receba o jornal em casa
30 anos do jornal o Mirante

Estado de graça da gestão de Moita Flores está a acabar nas freguesias

Presidentes de junta queixam-se cada vez mais do atraso no pagamento das verbas protocoladas com a Câmara de Santarém

O presidente da Junta de Alcanhões afirmou ainda que por vezes se sente quase “um pedinte” ou um “mendigo” quando se dirige à câmara para tentar encontrar respostas para os seus problemas

Edição de 06.07.2011 | Política
O estado de graça da gestão de Moita Flores (PSD) na Câmara Municipal de Santarém vai-se esvaindo gota a gota à medida que as dívidas a fornecedores, associações e juntas de freguesia se vão acumulando. Os sinais de impaciência face à incapacidade da autarquia em honrar, em prazos razoáveis, os compromissos assumidos têm-se sucedido nos últimos meses e subiram de tom com o protesto do presidente da Junta de Freguesia de Achete, que até é da mesma cor política da maioria.Depois de Joaquim Saramago (PSD), na última sessão da assembleia municipal, realizada na semana passada, foi a vez do presidente da Junta de Freguesia de Alcanhões, Pedro Mena Esteves (PS), mencionar as dificuldades financeiras que a sua junta atravessa, com os empreiteiros a reclamarem o pagamento de obras assumidas pela junta após a câmara se ter comprometido a financiá-las. O autarca de Alcanhões acrescenta que só retendo as verbas que devia transferir para a empresa municipal Águas de Santarém (referentes aos pagamentos das facturas da água na junta pelos munícipes) consegue assegurar o pagamento dos salários aos seus trabalhadores. “Não podemos fazer de outra forma para honrar os compromissos com os nossos funcionários”, diz, consciente de que se trata de uma operação de recurso pouco ortodoxa. Vereadora não atende o telemóvelPedro Esteves sublinhou ainda a dificuldade que tem em falar com a vereadora com o pelouro financeiro, Catarina Maia (PSD). Uma queixa que é partilhada por outros presidentes de junta. “Sinto por vezes uma distância grande relativamente a alguns gabinetes da câmara e desde que fui eleito que não consegui falar telefonicamente com a vereadora Catarina Maia. Não sei se tenho o número errado”, ironizou. A visada não respondeu.A verdade é que as dificuldades de relacionamento com Catarina Maia têm causado algum mal-estar entre os autarcas das freguesias, que não encontram na vereadora a mesma disponibilidade e abertura que encontram no vereador com o pelouro das freguesias Ricardo Gonçalves ou no presidente da Câmara de Santarém.O presidente da Junta de Alcanhões afirmou ainda que por vezes se sente quase “um pedinte” ou um “mendigo” quando se dirige à câmara para tentar encontrar respostas para os seus problemas. Essa sua afirmação motivou uma resposta agreste de Moita Flores, exortando o autarca de Alcanhões a demitir-se se não se sente com dignidade democrática para desempenhar o cargo.

Comentários

Mais Notícias

    A carregar...