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Presidente da Junta do Pinheiro Grande ameaça entregar as chaves da autarquia

José Augusto Carrinho não aceita que as juntas paguem a “má gestão” do pessoal e meios da Câmara da Chamusca
Edição de 06.07.2011 | Política
O presidente da Junta de Freguesia do Pinheiro Grande não calou a sua revolta por sentir que o executivo da Câmara da Chamusca se prepara para restringir ainda mais o apoio às freguesias e ameaçou poder vir a ter que fechar portas e entregar a chave na mesa da assembleia municipal.A crise financeira na Câmara Municipal da Chamusca levou o executivo a tomar várias medidas de austeridade que têm vindo a ser implementadas sem grande êxito. Na última reunião de câmara o executivo aprovou mais um pacote de medidas para afinar a gestão do município a nível do pessoal e financeiro, e também encontrar formas de cortar nas despesas. Numa dessas propostas prevê-se a realização de reuniões com as juntas de freguesia e outras instituições do concelho para discutir protocolos e encontrar consensos quanto às obras programadas que vão ser possíveis de fazer ou deixar em lista de espera.Foi neste ponto que o presidente da Junta de Freguesia do Pinheiro Grande, José Augusto Carrinho (PS), explodiu, referindo-se expressamente à questão das horas extraordinárias, um ponto em que os socialistas têm vindo a bater há vários anos, “Não era para falar mais nisto, mas fiquei indignado quando vi que querem fazer das juntas de freguesia o bode expiatório da má gestão que tem sido feita na câmara”, começou por dizer de forma veemente.José Augusto Carrinho partiu para um ataque cerrado à gestão do pessoal, da frota de veículos e outras “mordomias” dos funcionários. “Não podemos continuar a pactuar com o nível de horas a mais que alguns funcionários fazem nesta câmara, já houve quem fizesse mais de 600 horas extraordinárias. Não podemos continuar a ver os carros da câmara a andarem com as famílias às compras, na Chamusca e terras dos arredores. Não percebo por que é que aquando de um incêndio florestal, apareçam dois ou três carros da câmara, cada um com um encarregado. Isto tem que ser revisto”, disse exaltado.“Eu já fui ameaçado por falar nestas coisas, mas não me posso calar quando vejo a minha freguesia ameaçada de poder fechar portas por não ter verbas para funcionar. Não pode haver funcionários a gabarem-se de ganhar horas extraordinárias a dormir, ou haver funcionários com contadores de água e luz em nome da câmara. E o acesso a telemóveis da autarquia também tem que ser revisto”, referiu José Augusto Carrinho.Em resposta, o presidente da câmara, Sérgio Carrinho (CDU), garantiu que não encontra razão para o receio do presidente da Junta do Pinheiro Grande. “Até porque sempre encontrámos forma de cooperação e o Pinheiro Grande, porque é uma freguesia com pouca população e por isso com poucos rendimentos, tem sido discriminado positivamente”, disse.O vereador, Francisco Matias foi mais longe na contestação às críticas de José Augusto Carrinho. Começou por dizer que “não há nada nas propostas que diga que vai haver mexidas nos protocolos com as freguesias” e acrescentou que é precisamente para melhorar a gestão de toda a autarquia que as propostas foram feitas e aprovadas”.Francisco Matias não ficou satisfeito com outras acusações do presidente da junta e mostrou-se agastado pelo facto de na altura em que as pessoas vêem que algo está mal ao nível de pessoal ou de outras situações não façam uma chamada para os responsáveis para estes agirem na hora. “Sabemos bem que temos na maioria dos casos bons funcionários, mas também temos consciência que há uma minoria de maus funcionários, e é sobre esses que temos que agir de preferência na hora”. E disse que pedir a José Augusto Carrinho que o informasse em concreto dos casos de funcionários que tenham contadores de água e luz em nome da câmara para poder agir.

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