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Benavente foi o concelho que mais população ganhou, Mação o que mais perdeu

Benavente foi o concelho que mais população ganhou, Mação o que mais perdeu

Resultados preliminares dos Censos 2011 no distrito de Santarém já são conhecidos

O presidente da Câmara de Mação comenta que a diminuição da população nestes 10 anos “é uma preocupação, pese embora no dia a dia se lute contra esta tendência”.

Edição de 06.07.2011 | Sociedade
Benavente foi o concelho do distrito de Santarém que mais ganhou população na última década (mais 26,3 por cento) e Mação o que mais perdeu (menos 12,5 por cento), segundo os dados preliminares dos Censos 2011, divulgados pelo Instituto Nacional de Estatística (INE). A população residente de Benavente cresceu de 23.257 pessoas em 2001 para 29.388 em 2011, num distrito em que foram mais os concelhos que perderam população do que os que ganharam.Além de Benavente, outros cinco concelhos dos 11 que integram a Lezíria do Tejo cresceram - Azambuja (que pertence ao distrito de Lisboa, 4,5 por cento), Almeirim (6,5 por cento), Cartaxo (5 por cento), Rio Maior (0,5 por cento) e Salvaterra de Magos (9,3 por cento).Os restantes cinco concelhos da Lezíria do Tejo perderam população, sendo a Chamusca aquele que registou maior quebra (11,9 por cento), seguindo-se Coruche (6,5 por cento), Alpiarça e Golegã (ambos com menos 3,9 por cento) e Santarém, a capital do distrito, com menos 2,2 por cento (passou de 63.563 residentes para 62.162).No Médio Tejo as situações de perda são mais significativas, com nove dos onze concelhos a perderem população. Apenas Entroncamento e Constância viram a sua população crescer em 11,1 por cento e 6,3 por cento, respectivamente.Se Mação foi o que registou maior quebra (de 8.442 residentes para 7.383), também viram reduzida a população na última década Abrantes (menos 6,8 por cento), Alcanena (menos 4,9), Ferreira do Zêzere (menos 8,2 %), Sardoal (menos 3,8), Tomar (menos 4,9), Torres Novas (menos 0,1 %), Vila Nova da Barquinha (menos 3,6) e Ourém (menos 0,7). Apenas Entroncamento e Constância viram a sua população crescer em 11,1 por cento e 6,3 por cento, respectivamente.“Não há soluções mágicas”Os discursos na inauguração da Feira Mostra de Mação, na sexta-feira, 1 de Julho, não se alhearam dos resultados preliminares dos Censos 2011. O primeiro acto público do novo Secretário de Estado da Administração Local e Reforma Administrativa, Paulo Simões Júlio, foi aproveitado para lembrar os resultados dos Censos 2011, onde Mação mostra ter sido o concelho que perdeu mais percentagem de população no distrito de Santarém (12, 5 por cento). “Não há soluções mágicas”, referiu Paulo Simões Júlio, que destacou o empreendedorismo como uma das apostas a atrair os mais jovens para o interior.“Os portugueses preferem viver na cidade, mas penso que é algo que vai mudar”, referiu. Paulo Simões Júlio defendeu que o Governo tem que saber articular políticas de desenvolvimento do interior. Mas no que toca à queda populacional, a solução passa por cativar os jovens a irem viver para esses locais. Ideias inovadoras de negócio ou a instalação do ensino superior no interior do país foram algumas das sugestões.Questionado por O MIRANTE, o presidente da Câmara Municipal de Mação, José Saldanha Rocha, comentou que a diminuição da população nestes 10 anos “é uma preocupação, pesa embora no dia a dia se lute contra esta tendência, mas o trabalho não tem dado outros valores”. “Mas este é um problema da região, do país, da Europa”. Referiu que, no que se refere à baixa densidade populacional, “não há nenhuma política local que se sobreponha à nacional”. “É a política nacional que deve olhar para esta questão com atenção e ajudar os locais nestes indicadores”, comentou. “Não creio que seja salutar para o país estes desequilíbrios entre litoral e interior”.
Benavente foi o concelho que mais população ganhou, Mação o que mais perdeu

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