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Na cidade de Vila Franca 27 por cento das casas estão abandonadas e degradadas

Na cidade de Vila Franca 27 por cento das casas estão abandonadas e degradadas

Resultados preliminares dos Censos preocupam deputados da assembleia de freguesia

Mais de 27 por cento do parque habitacional da cidade de Vila Franca de Xira está degradado e ao abandono. O cenário é mais grave na zona mais antiga. Os deputados da assembleia de freguesia estão preocupados e querem apresentar uma proposta com recomendações para resolver um problema que tende a agravar-se com a crise.

Edição de 06.07.2011 | Sociedade
Na freguesia de Vila Franca de Xira 27,41 por cento do parque habitacional está degradado e abandonado, especialmente nas zonas mais antigas da cidade. Ao todo, em 10 126 habitações existentes na freguesia, são 2 734 as casas que estão em ruína ou desocupadas. Os dados constam dos resultados preliminares dos Censos 2011, revelados na semana passada. Os deputados da assembleia de freguesia de Vila Franca de Xira estão “alarmados” com a quantidade de habitações degradadas e abandonadas no centro da cidade e vão apresentar na próxima reunião uma proposta para tentar inverter o problema. As preocupações foram manifestadas na última sessão da assembleia de freguesia, realizada na noite de 29 de Junho no auditório da Junta de Freguesia de Vila Franca de Xira. “É um valor preocupante. Já por várias vezes manifestámos que não somos favoráveis à construção de novas urbanizações mas sim à requalificação do que já existe. Estas questões não são fáceis de resolver mas temos de estudar soluções para evitar que os filhos de Vila Franca se mudem para outras freguesias”, defendeu o presidente da Junta de Freguesia de Vila Franca de Xira, José Fidalgo.O problema foi levantado pelo deputado Fernando Matos do Bloco de Esquerda. “O despovoamento do centro da cidade é alarmante. Estamos a ver as pessoas a serem empurradas para as periferias. Não nos podemos esquecer também que mais gente nestas áreas ajuda a aumentar a segurança”, defendeu. Fernando Matos criticou também a inexistência de planos de recuperação das áreas centrais da cidade. A bancada da CDU confessou estar preocupada com o assunto e João Trindade, do Partido Socialista, destacou a importância da assembleia reflectir sobre o problema e afirmou a disponibilidade da sua bancada para estudar soluções. Também à direita, por parte da Coligação Novo Rumo, houve consenso no que toca ao problema. Uma certeza, para já, é que o despovoamento tende a agravar-se com a crise económica. Nenhum dos deputados disse na sessão, especificamente, o que é preciso fazer para resolver o problema. Mas na Avenida Pedro Victor, onde o problema se verifica em várias habitações que se encontram fechadas ou em ruína, os moradores apresentam várias recomendações.Para Sérgio Reis, comerciante, “a requalificação das casas mais velhas do centro da cidade era um incentivo para atrair os mais jovens” mas confessa que a falta de estacionamento, por exemplo, pode afastar muitos interessados. “As pessoas preferem os prédios fora da cidade, que têm garagem e rendas mais baratas”, defende.“O problema é que quando as casas são alugadas os senhorios não estão depois disponíveis para fazer obras porque as rendas são baixas. E depois as casas vão andando assim até caírem ou os velhos morrerem”, lamenta a moradora Arlete Nunes a O MIRANTE.
Na cidade de Vila Franca 27 por cento das casas estão abandonadas e degradadas

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