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Beta Santos,

32 anos, cabeleireira, Carregado

“Acho que a maneira como as mulheres encaram o romantismo hoje em dia é diferente daquilo que acontecia há uns anos. Parte-se do princípio de que a divisão das despesas é obrigatória. Para quem tem filhos e trabalha muito é essencial ter em casa um homem que seja amigo e colabore nas tarefas domésticas. No meu caso precisava de um homem que me ajudasse em casa. Já levaria isso como uma grande dose de romantismo (risos)”

Edição de 13.07.2011 | Agora falo eu
A crise preocupa-a?Estou preocupada sobretudo com os efeitos que a crise pode ter no mercado e consequentemente na área em que trabalho. Costumo dizer que a crise para mim começou no momento em que comprei casa. O meu trabalho depende um pouco da conjuntura. Ir ao cabeleireiro hoje é quase um pequeno luxo. As pessoas endividaram-se muito com a compra de casa quando poderiam, por exemplo, ter arrendado?Se soubesse o que sei hoje provavelmente teria arrendado casa em vez de comprar. Houve muita oferta e os bancos facilitaram muito. Tem que se ser forte para travar as ofertas que nos fazem. Ainda na semana passada me telefonaram para casa (parece que adivinham quando a minha conta está a zero) a oferecer um cartão do banco com mil euros. Agradeci mas recusei. Não é a minha filosofia usar cartões de crédito. Hoje trabalho mas amanhã não sei. O ordenado só dá para as despesas ou permite-lhe poupar?Com o meu ordenado pago a prestação de casa, água, luz, gás e a alimentação. Há um mês ou outro em que posso comprar umas calças ou umas camisolas. Poupança não consigo fazer. O que é para si um homem romântico?Acho que a maneira como as mulheres encaram o romantismo hoje em dia é diferente daquilo que acontecia há uns anos. Parte-se do princípio de que a divisão das despesas é obrigatória. Para quem tem filhos e trabalha muito é essencial ter em casa um homem que seja amigo e colabore nas tarefas domésticas. No meu caso precisava de um homem que me ajudasse em casa. Já levaria isso como uma grande dose de romantismo (risos).É aficionada?Gosto muito da Feira de Maio e daquela brincadeira com os toiros. Dispenso ver espetar as farpas. Prefiro as largadas. Só acompanho a festa em Azambuja. Talvez por ter crescido na vila habituei-me ao estilo desta feira. Encontro aqui os meus amigos e as pessoas que conheço. Se tivesse possibilidades económicas que viagem gostaria de fazer?Adorava fazer um cruzeiro. Quinze dias já chegavam. Com todo o conforto a que teria direito. Nunca fiz mas é assim que idealizo. Até porque acho que as férias devem ser aproveitadas realmente para descansar. O que gosta de cozinhar?Gosto de inventar com os restos de comida que é normalmente uma coisa de que ninguém gosta. Sou também muito gulosa. A comida passa-me bem ao lado. Vou sobretudo para os doces. De preferência gosto de comprar. Fazer doces não é o meu forte.

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