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Torres Novas entra oficialmente na Águas do Ribatejo e anuncia investimentos de 30 milhões

Município torrejano passa a ser o maior accionista da empresa intermunicipal de água e saneamento

A entrada oficial de Torres Novas coincide com a saída do município da Golegã, que já tinha anunciado essa intenção há algum tempo.

Edição de 13.07.2011 | Política
O município de Torres Novas e a empresa Águas do Ribatejo assinaram esta segunda-feira o contrato de gestão que confirma a entrada do concelho nesse sistema intermunicipal de águas e saneamento.Na assinatura do protocolo, que decorreu em Torres Novas, o presidente do município, António Rodrigues (PS), afirmou que esta adesão à Águas do Ribatejo vai permitir investimentos na ordem dos 30 milhões de euros em obras de abastecimento de água e de saneamento básico. “Esta é uma empresa promissora e julgo que tomámos a melhor opção para o concelho de Torres Novas”, afirmou António Rodrigues, sublinhando a importância da “solidariedade entre municípios” neste projecto e o facto de “prevalecer o espírito do poder local de servir bem as populações e com um preço justo que nada tem a ver apenas com a lógica do negócio”.“Esta empresa é um exemplo de que é possível recorrer à economia de escala para ter projectos rentáveis e viáveis sem necessidade de privados”, salientou ainda o autarca torrejano. A Câmara de Torres Novas passa a ser a maior accionista da empresa - com cerca de 22 por cento do capital - e vai integrar na Águas do Ribatejo cerca de 30 trabalhadores dos seus serviços municipalizados. Do investimento de 30 milhões previsto - para o qual existe comparticipação de fundos comunitários - a autarquia de Torres Novas planeia investir 25 milhões em sistemas de saneamento básico e cinco milhões em aumento da capacidade de abastecimento de água potável.No concelho torrejano existe já uma cobertura de 98 por cento de abastecimento de água e de 70 por cento no saneamento básico. Segundo António Rodrigues, o objectivo deste investimento - a realizar em dois anos - é o de “permitir que fique quase tudo feito nestas duas áreas”. “Um segundo passo na construção da empresa”O presidente do conselho de administração da empresa e da Câmara Municipal de Almeirim, José Sousa Gomes, frisou que a entrada de Torres Novas significa “um segundo passo na construção da empresa” e disse esperar que a adesão deste município “sirva de exemplo para outros que já demonstraram intenção de aderir à Águas do Ribatejo”. Questionado sobre que municípios revelaram já esta intenção de entrar do projecto, Sousa Gomes (PS) optou por não revelar nomes, mas salientou que “quanto mais escala houver na empresa mais benefícios existirão também para as populações servidas” nos concelhos. “Queremos dar passos sustentáveis e não queremos entrar em ‘aventureirismos’ como outros municípios entraram e que agora está à vista o resultado”, afirmou, numa referência às opções dos concelhos de Santarém e do Cartaxo, que abandonaram o projecto das Águas do Ribatejo e criaram os seus próprios sistemas: em Santarém uma empresa municipal e no Cartaxo uma concessão a um consórcio formado pelo Grupo Lena e pela Aquália.Empresa estende-se ao Médio TejoA entrada oficial de Torres Novas coincide com a saída do município da Golegã, que já tinha anunciado a intenção de sair há algum tempo. A empresa Águas do Ribatejo era constituída até agora por seis municípios da comunidade intermunicipal da Lezíria do Tejo (Almeirim, Alpiarça, Chamusca, Salvaterra de Magos, Coruche e Benavente), que detinham a totalidade do capital. A partir da entrada do concelho de Torres Novas, que se torna o maior accionista, a empresa alarga-se ao território do Médio Tejo, onde poderá haver outros municípios a aderir.

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