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Trabalhar aos 70 anos para pagar contas porque a reforma não chega

Trabalhar aos 70 anos para pagar contas porque a reforma não chega

Edição de 13.07.2011 | Primeiro Plano
Custódio Ângelo, nascido e criado em Samora Correia, no concelho de Benavente, a “terra do seu coração”, tem 70 anos e mesmo depois de reformado continua a trabalhar. Foi motorista toda a vida. Aposentou-se aos 50 anos quando enfrentou pela primeira vez um cancro. O dinheiro que passou a entrar em casa não chegava para as contas e teve que procurar outra fonte de rendimento. Arranjou uma carrinha e passou a vender em Samora Correia fruta e legumes que compra aos agricultores de Foros de Salvaterra. Os clientes habituais já sabem que vão encontrar produtos nacionais com “sabor” e com a marca nacional. Trabalha todos os dias das 7h00 às 20h00 sem direito a descanso. “É preciso deitar a mão à vida que é espinhosa”, diz o vendedor com a voz arrastada e as mãos calejadas do trabalho. Todos os dias carrega a marmita. Uns dias come sopa, outros dias carne ou peixe. Continua a passar a maior parte do tempo sentado no lugar do condutor. Gostava mais da altura em que era motorista, o trabalho era mais duro, mas também via a cor do dinheiro. No Verão vende mais melancia e melão. No Inverno sai mais a batata e a cebola. Custódio Ângelo tem nova operação marcada para breve. Virá trabalhar enquanto puder. Depois terá que governar-se com a parca reforma que é absorvida com a compra dos medicamentos. Para já não quer pensar muito nisso. Um dia de cada vez, passado à beira da estrada, com vontade de ver muitos carros a parar à procura dos produtos com qualidade da região. Eduarda Sousa
Trabalhar aos 70 anos para pagar contas porque a reforma não chega

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