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Casa do Povo de Manique corta no jantar para não despedir funcionários

Casa do Povo de Manique corta no jantar para não despedir funcionários

Director técnico assegura que a maioria dos utentes concordou com a medida

A Casa do Povo de Manique do Intendente, no concelho de Azambuja, deixou de servir uma refeição completa ao jantar e disponibiliza agora só sopa, pão e fruta. A alternativa seria despedir funcionários, garante o director técnico da instituição.

Edição de 13.07.2011 | Sociedade
A Casa do Povo de Manique do Intendente, no concelho de Azambuja, deixou de servir o segundo prato ao jantar desde o dia 13 de Junho. Os utentes passaram a levar para casa apenas sopa, pão e fruta para a refeição quando anteriormente levavam também um prato de carne ou peixe. O director técnico do Centro de Dia e Apoio Domiciliário de Manique do Intendente, Pedro Moita, garante que a outra solução passaria por despedir funcionários e que praticamente todos os utentes aceitaram a nova medida. “Os nossos utentes são pessoas de idade, comem pouco e deitam-se cedo à noite. Para fazer face à crise chegámos à conclusão de que a única coisa que poderíamos cortar seria o segundo prato ao jantar”, explica o director técnico.Depois de colocarem o problema aos utentes a instituição enviou um comunicado às famílias e deu um espaço de 15 dias até colocar em prática a nova medida. Segundo Pedro Moita tiveram apenas um ou outro caso de oposição. O responsável explicou ainda que da percentagem que recebem da reforma 20 por cento está destinada ao almoço e 10 por cento ao jantar. À sexta-feira vai continuar a ser distribuído o segundo prato, tal como nas vésperas de feriado, já que a Casa do Povo está encerrada nestes dias. Pedro Moita aproveitou ainda para explicar que a instituição está a trabalhar com mensalidades de 2010. “Não alterámos as mensalidades porque as pensões também não aumentaram e depois deparámo-nos com o aumento dos preços em tudo, desde a carne, ao gás e combustível. Só se cortássemos nos funcionários mas tal não é possível porque já somos poucos”, continua. No total são 11 funcionários que prestam apoio a perto de 35 utentes nas valências de centro de dia e apoio domiciliário. O vice-presidente da câmara de Azambuja, Luís de Sousa, com o pelouro da acção social está a par da situação. “O mal da Casa do Povo de Manique do Intendente foi começar a servir bem demais. Na maioria das instituições os utentes levam só à noite a sopa”, referiu o autarca. Pedro Moita não percebe por que razão a medida tem levantado tanta discussão entre a comunidade. “Esta foi apenas uma medida preventiva, não estamos no limite e existem instituições que até costumam servir o jantar à hora do almoço, ao contrário da nossa”, ressalva. O MIRANTE tentou chegar à conversa com alguns dos utentes que estavam na sexta-feira, 8 de Julho, a almoçar na instituição mas tal não foi permitido.
Casa do Povo de Manique corta no jantar para não despedir funcionários

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