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Corte de energia eléctrica obriga Matadouro de Tomar a recorrer a geradores

Corte de energia eléctrica obriga Matadouro de Tomar a recorrer a geradores

EDP suspendeu abastecimento devido à acumulação de dívidas

Situação pode levar à paragem da unidade de abate que se encontra em processo de insolvência.

Edição de 13.07.2011 | Sociedade
O Matadouro Regional do Ribatejo Norte - Ribacarne, localizado na Zona Industrial de Tomar, empresa que está em processo de insolvência desde 6 de Maio, está a funcionar com recurso a geradores por a EDP lhe ter cortado o abastecimento de energia eléctrica por falta de pagamento. Na terça-feira, 28 de Junho, funcionários da EDP dirigiram-se ao local para cortar o abastecimento de electricidade na sequência de ordens superiores. Um dos trabalhadores disse a O MIRANTE que esta solução de recurso não vai conseguir sustentar o ritmo normal de produção pelo que o matadouro, que já leva duas décadas de existência, pode vir a parar mais cedo do que o previsto. As dificuldades financeiras da Ribacarne foram conhecidas recentemente e apanharam alguns fornecedores, trabalhadores e população de Tomar de surpresa. “Sabíamos que existiam dívidas à EDP mas estranhamos esta situação, nomeadamente, numa altura em que o tribunal declarou que a empresa tinha hipótese de recuperação”, referiu a mesma fonte, acrescentando que o administrador da insolvência, Carlos Maia Pinto, tentou entrar em consenso com a EDP mas não conseguiu que esta recuasse na sua intenção. Em causa está uma dívida de montante não apurado correspondente a um ano e meio de facturação de electricidade. Até ao momento apurou-se um montante global de cerca de 25 milhões de euros de dívidas da empresa a diversas entidades, que pode subir se os credores pedirem pagamento de juros e se vierem a ser detectados outros montantes por liquidar. Carlos Maia Pinto vai propor na assembleia de credores que seja feito um plano de recuperação da empresa em vez de se optar pela venda do património para fazer face às dívidas. Uma hipótese que também pode ser colocada em cima da mesa é a da venda da empresa a alguém interessado em continuar a actividade. A massa insolvente não pode criar dívidas e foi feito um estudo dos custos de laboração e despesas com funcionários, cujos pagamentos estão assegurados pela prestação de serviços de abate. Um dos maiores credores da empresa é o Banco Espírito Santo (BES) que reclama cerca de quatro milhões de euros. A EDP é outro dos muito credores que vão participar na assembleia marcada para a tarde de quinta-feira, 14 de Julho. De acordo com o administrador da insolvência, a recuperação desta empresa é possível embora tenha que despedir 40 dos actuais 115 trabalhadores.O MIRANTE contactou a EDP sobre este assunto. Apesar de não ter chegado uma resposta oficial dessa entidade, o nosso jornal apurou que já foi estabelecido um acordo com o administrador da insolvência e a EDP Corporate e que, mediante o pagamento de uma caução de 66 mil euros (liquidada na segunda-feira, 11 de Julho), os trabalhadores aguardam que a energia venha a ser restabelecida em breve.
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