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Desemprego é a principal razão de pedidos de ajuda de sobreendividados à DECO

Edição de 13.07.2011 | Sociedade
O desemprego e a deterioração das condições laborais são a causa de mais de metade dos pedidos de ajuda à DECO de consumidores sobreendividados, cujo número aumentou quase 40 por cento no primeiro semestre, revelam estatísticas da associação onde se informa ainda que Santarém é um dos distritos onde esse valor mais subiu.Até 20 de Junho deram entrada na associação de defesa do consumidor DECO 2.112 pedidos de ajuda, valor já próximo dos 2.837 pedidos registados em todo o ano passado e bastante superior aos registados no primeiro semestre de 2010 (1.461) ou de 2008 (779).A causa dos pedidos de ajuda concentra-se em motivos laborais, segundo os últimos dados referentes a Junho: 36,2 por cento dos pedidos tiveram como causa o desemprego, 21,7 por cento a deterioração das condições laborais (incluindo cortes salariais), 16,8 por cento doença, 10,2 por cento divórcio ou separação e três por cento o agravamento do custo de crédito.Os dados da DECO revelam ainda que 75 por cento dos consumidores que solicitaram apoio já se encontravam em incumprimento, com prestações em atraso, sendo que 76 por cento dos consumidores tinha atrasos de um a seis meses. Um das principais razões porque os consumidores dizem não ter pedido antes ajuda à DECO foi a confiança na melhoria da situação e a renegociação com entidades financeiras.A situação de sobreendividamento era elevada em 75 por cento dos casos recebidos pela DECO e reduzida em 14 por cento dos processos. As delegações de Lisboa e da zona norte da DECO recebem a grande maioria dos pedidos, representando quase metade do total entregue pelos consumidores a nível nacional.

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