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População de Vale Figueira contesta redução do horário de funcionamento de passagem de nível

População de Vale Figueira contesta redução do horário de funcionamento de passagem de nível

Refer pretende encerrar a passagem de nível à travessia automóvel todos os dias, das 22h00 às 06h00, e aos sábados e domingos durante todo o dia.

Edição de 13.07.2011 | Sociedade
Cerca de cinquenta moradores da zona sul de Vale Figueira, Santarém, concentraram-se na tarde de quinta-feira, 7 de Julho, junto à passagem de nível da Juncaleira, protestando contra a intenção da Refer (Rede Ferroviária Nacional) em reduzir o horário de funcionamento dessa passagem de nível (P.N) localizada ao quilómetro 83.224 da Linha do Norte. A acção foi organizada pela Comissão Concelhia de Santarém do PCP e contou com a presença do deputado da Assembleia da República, António Filipe, que prometeu enviar uma pergunta escrita à secretaria de Estado que tutela a Refer, através do Grupo Parlamentar do PCP. “É a liberdade de circulação das pessoas que está em causa. Não se podem dividir populações só porque a Refer não quer gastar dinheiro”, exclamou o deputado. Actualmente o trânsito está impedido de atravessar a via entre as 00h00 e as 06h00 mas a Refer pretende, em virtude da reforma de uma das funcionárias e com o argumento de que não pode fazer novas contratações, encerrar a passagem de nível das 22h00 às 06h00 e durante todos os sábados e domingos. A Junta de Freguesia de Vale Figueira, liderada por Manuel Cordeiro, reúne-se em assembleia extraordinária no dia 15 de Julho para discutir este assunto e indicar à Refer um conjunto de horários alternativos mas o que autarcas e populares pretendiam é que tudo ficasse tal como está ou que fossem colocadas cancelas automáticas. Uma solução que dizem ser rejeitada pela Refer que alega questões de segurança. A junta de freguesia tem ainda o mês de Julho para se pronunciar. Ficou ainda decidido que a população vai assinar um abaixo-assinado dirigido à Refer manifestando o seu sentimento de injustiça. “Esta questão preocupa-nos porque vai ter um impacto grande na população uma vez que é uma passagem de nível que dá acesso a muitos campos agrícolas e área de vinhas, na qual se trabalha do nascer ao pôr-do-sol”, apontou. O autarca explicou que já teve duas reuniões, uma com a Câmara de Santarém e outra com a Refer, e que esta é uma luta que deve ser dos autarcas e populações. “Um morador deste lado da via que quiser ir à junta de freguesia, cuja distância agora são 300 metros em linha recta, no futuro tem que fazer seis quilómetros”, exemplificou. O desvio do tráfego dos veículos agrícolas também é uma preocupação para a autarquia local uma vez que vai criar problemas acrescidos ao tráfego dentro da aldeia. Também José Saldanha, eleito da CDU na assembleia de freguesia, apontou que a via divide o núcleo central da aldeia do campo de futebol onde se organizam provas desportivas e as festas populares. “Para o mês que vem vai haver a festa da freguesia e quem mora a 800 metros vai ter que fazer seis quilómetros”, exemplifica. Maria da Graça mora na localidade há 41 anos, numa altura em que não havia água, luz ou telefones naquele lugar. Manifesta-se contra a redução do horário de atravessamento da passagem de nível uma vez que, mesmo quando estava aberta 24 horas por dia, tinha movimento de carros. “Moro aqui e oiço os carros a chegarem e a virar para trás” ou “passam por aqui mais de mil carros por dia”, foram argumentos utilizados por outros moradores. O MIRANTE enviou um pedido de esclarecimentos à Refer sobre esta intenção mas não recebeu resposta até ao fecho desta edição.
População de Vale Figueira contesta redução do horário de funcionamento de passagem de nível

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