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Utentes do comboio têm de tocar a campainha para chegar ao Espadanal de Azambuja

Utentes do comboio têm de tocar a campainha para chegar ao Espadanal de Azambuja

Câmara concessionou espaço de acesso ao transporte público a duas empresas de logística

No apeadeiro do Espadanal, em Azambuja, os passageiros têm de passar por um acesso privado. Só depois de tocar a uma campainha é que os portões abrem. A autarquia concessionou o espaço de domínio público ao empreendimento logístico localizado na zona. Em troca vai ser construída uma passagem pedonal. Isso ainda não aconteceu e alguns passageiros garantem que a demora já os fez perder o comboio.

Edição de 13.07.2011 | Sociedade
Para ter acesso ao apeadeiro do Espadanal de Azambuja, que serve sobretudo os trabalhadores de empresas de logística da zona, os utentes do comboio têm que tocar a uma campainha e esperar que dois portões se abram. A Câmara Municipal de Azambuja deliberou concessionar o direito de uso privativo do espaço integrado no domínio público municipal às empresas logísticas a operar na zona em Fevereiro deste ano. Em troca as concessionárias vão ter de construir um acesso pedonal que permita a ligação ao apeadeiro, que está integrado na Linha do Norte, uma das principais do país. Quando a obra for concretizada, os utentes do comboio deixarão de ter necessidade de tocar à campainha para ter acesso à zona de embarque. Enquanto isso não acontece alguns utentes queixam-se da sensação de controlo e outros garantem que o procedimento, que demora alguns segundos, já os tem feito perder o comboio.Um trabalhador de uma empresa de logística, que não pretende ser identificado com medo de represálias, garantiu a O MIRANTE que isso já aconteceu no seu caso. “As portas deveriam estar sempre abertas e já perdi mais do que uma vez o comboio por estar à espera que as abram. Na maioria das vezes abrem o portão quando ainda nem cheguei, mas isso nem sempre acontece”, garante. Outro utilizador, Abel Conceição, queixa-se por ter que tocar às campainhas. “Este deveria ser um caminho público. Não é só a questão de perder ou não o comboio é também a sensação de me sentir permanentemente controlado, de saber que tenho câmaras de vigilância apontadas sempre que passo nesta zona”, acrescenta. O vice-presidente da Câmara Municipal de Azambuja, Luís de Sousa, esclarece que nunca recebeu na autarquia até hoje qualquer reclamação. “Há uns tempos era um porteiro que vinha abrir os portões e aí acredito que poderiam ter acontecido alguns atrasos mas agora o sistema é vigiado 24 horas por dia e as portas são logo abertas”, garantiu. A construção da passagem aérea pedonal ainda não está terminada porque as empresas estão à espera de uma autorização do Instituto da Mobilidade e dos Transportes Terrestres (IMTT), acrescentou Luís de Sousa. De acordo com a proposta aprovada por unanimidade em reunião de câmara no dia 11 de Fevereiro deste ano “é essencial ao desenvolvimento da actividade logística ali exercida a ligação viária e pedonal entre a sociedade Modelo Continente Hipermercados e a sociedade Fashion Division”, o que levou a autarquia a concessionar o direito de uso privativo de uma parcela e de um espaço, ambos integrados no domínio público municipal. O MIRANTE contactou a Refer sobre o assunto mas nenhuma resposta foi enviada a tempo do fecho desta edição.
Utentes do comboio têm de tocar a campainha para chegar ao Espadanal de Azambuja

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