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Jovens andebolistas do Salvaterrense chamados aos trabalhos da selecção nacional

Miguel Batista e João Calado sonham vencer um campeonato mundial

Os atletas são primos, residem em Muge e estiveram recentemente num estágio em Rio Maior.

Edição de 20.07.2011 | Desporto
Miguel Batista e João Calado não escondem o orgulho por terem sido chamados à selecção nacional de andebol em juniores. Para Miguel Batista esta não é uma estreia uma vez que foi chamado pela primeira vez o ano passado mas para João Calado é uma novidade. “Fiquei muito satisfeito mas como trabalhei muito durante toda a época e esforcei-me sobretudo na parte final do campeonato tinha uma esperança de poder ser chamado”, conta, envergonhado, o jovem andebolista de 16 anos.Os jogadores, que são primos e vivem em Muge, fazem parte da equipa do Clube de Andebol Salvaterrense (CAS) que no início de Junho se sagrou campeã nacional da segunda divisão em juvenis. Miguel Batista arrecadou ainda o troféu de melhor marcador da prova que marcou 197 golos nos 20 jogos que disputou ao longo da época.O estágio da selecção que decorreu em Rio Maior não podia ter corrido melhor e os atletas aguardam agora os jogos para poderem mostrar o seu valor. Na primeira vez que foi chamado à selecção nacional de andebol em juvenis, o ano passado, Miguel Batista realizou uns jogos treino contra Espanha e esteve recentemente num torneio europeu na Suécia, no qual só não jogou uma vez que não conseguiu recuperar de uma lesão.“É uma sensação muito boa ser chamado à selecção nacional que é o patamar mais elevado com que um atleta pode sonhar. É o reconhecimento pelo nosso trabalho e por levarmos muito a sério os nossos treinos. Quero continuar a trabalhar cada vez mais e melhor para continuar a merecer a confiança do treinador para que me chame sempre à selecção nacional”, explica Miguel Batista.Miguel Batista começou a jogar andebol aos sete anos. O pai “quase” que o obrigou a praticar a modalidade. Depois de um ano resolveu experimentar o futebol. “Todas as crianças andavam no futebol”. Mas depressa se cansou do desporto rei. “Cansei-me de levar ‘tareias’ todos os fins-de-semana, nunca ganhávamos e por isso decidi voltar ao andebol”, conta, com um sorriso. João Calado voltou a jogar andebol há três anos no CAS depois de uns tempos desligado da modalidade.João passou para o 12º ano mas ainda não decidiu que área vai escolher para seguir os estudos. Miguel, que vai frequentar o 11º ano, gostava de viver exclusivamente do andebol mas como sabe que é “praticamente impossível” vai escolher uma área ligada ao desporto. Os jovens treinam quatro vezes por semana e jogam ao fim-de-semana. Nem sempre é fácil conciliar o desporto com a escola mas com esforço e dedicação conseguem ter tempo para tudo. Ao fim-de-semana gostam de sair com os amigos. O sonho de ambos é serem atletas profissionais e conquistarem um mundial de andebol. O andebolista francês Luke Abalo é o grande ídolo de Miguel e João.O investimento dos paisO pai de Miguel, Álvaro Batista, assistiu à conversa dos jovens com O MIRANTE e deu também a sua opinião sobre o investimento que os pais fazem para que os filhos possam seguir os seus sonhos. Álvaro Batista conta que quando Miguel e João ainda não estudavam em Salvaterra de Magos ia entre três e quatros vezes por semana levá-los e buscá-los aos treinos. “Os clubes investem neles mas nunca nos podemos esquecer do investimento que os pais fazem porque ir para Salvaterra todos os dias não é fácil”, explica.Agora que os jovens estudam na sede do concelho é mais fácil uma vez que ficam lá nos dias em que têm treinos. A esposa de Álvaro Batista, que passa todos os dias por Salvaterra, trá-los para casa. Apesar de tudo, o pai de Miguel não se arrepende do ‘investimento’ que fez no filho. “O facto de fazerem parte da selecção nacional é bom sobretudo para quando quiserem ingressar na universidade. O estatuto de jogadores de alta competição dá-lhes prioridade nas vagas do ensino superior”, esclarece.

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