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Azeites virgem extra produzidos em Alferrarede conquistam mercado chinês

Primeiras encomendas estão contratualizadas para Setembro próximo
Edição de 20.07.2011 | Economia
O mercado chinês vai começar a importar os azeites virgem extra produzidos pela Casa Anadia, situada em Alferrarede, Abrantes, com as primeiras encomendas contratualizadas para Setembro próximo.Produzidos este ano pela primeira vez tendo como objectivo a exportação, a Casa Anadia apostou nos azeites DOP (Denominação de Origem Protegida) _ Ribatejo, para conquistar o mercado internacional pela “qualidade” do sumo de azeitona produzido, estando “praticamente esgotada” toda a produção deste ano, estimada em 70 mil litros. Em declarações à agência Lusa, Rui Coutinho, director comercial da Casa Anadia, afirmou que a aposta na produção de azeites virgem extra está programada para os próximos sete anos, tendo adiantado que as 70 toneladas agora produzidas estão “já vendidas” e serão entregues a partir de Setembro e até 2012 para Hong Kong, Brasil, Canadá, Polónia, Sérvia e Áustria.“Agora queremos abrir caminho em outros pontos do globo”, afirmou, tendo assegurado que “até ao final do próximo ano” os seus azeites vão estar em 13 países diferentes, estando os contactos estabelecidos numa fase preliminar.“Vamos produzir de forma crescente e gradual de ano para ano à razão de 25 por cento da tonelagem agora obtida para podermos responder ao mercado nacional e internacional, sendo certo que os contactos encetados com países do Norte da Europa, Países Baixos, Suíça, Alemanha, Reino Unido e Estados Unidos estão muito bem encaminhados”, observou.Segundo o gestor, o volume de facturação previsto para 2012 cifra-se nos 500 mil euros e em 90 toneladas de azeite produzido, estando “programado” que em 2016 a Casa Anadia alcance um volume de negócios na ordem do milhão de euros.“É um projecto que nos dá orgulho porque nós não estamos a exportar serviços mas um produto genuíno português de alta qualidade e em que todos os seus componentes são fabricados em Portugal, do azeite à garrafa, da cápsula ao rótulo”.Rui Coutinho relevou ainda o facto do azeite agora lançado no mercado ser “herdeiro de uma antiga tradição que remonta ao século XVII”, época da construção do antigo lagar e solar com capela, hoje integrados na Quinta do Bom Sucesso, em Alferrarede. Neste lagar é possível observar uma planta topográfica de 1819 que representa um olival já alinhado, “facto verdadeiramente relevante” para a época, observou. “O azeite Casa Anadia é o continuador de uma ligação centenária à cultura do azeite e a tradição traduz-se por um saber fazer que dá personalidade aos produtos e oferece confiança aos consumidores”, vincou, lembrando a “situação geográfica privilegiada” e a proximidade do rio Tejo. “Uma condição que confere maturação à azeitona pelas humidades matinais e equilíbrio dos solos”, vincou.

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