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Estado deve mais de 1,2 mil milhões de euros às construtoras

Só a dívida das câmaras municipais ascende a 850 milhões de euros
Edição de 20.07.2011 | Economia
A dívida do Estado às empresas de construção ultrapassa os 1,2 mil milhões de euros, disse o presidente da Confederação Portuguesa da Construção e do Imobiliário (CPCI). “Somos o maior credor do Estado, quer em termos das autarquias, quer em termos da Administração Central. Temos uma dívida de 1,2 mil milhões de euros”, afirmou Reis Campos.O presidente da CPCI disse que a dívida das câmaras ascende a 850 milhões de euros, enquanto a da Administração Central totaliza 370 milhões de euros. Quanto aos prazos de pagamento, Reis Campos disse que “a lei obriga à realização do pagamento em 60 dias, mas as câmaras continuam a pagar a oito meses e o Estado a quatro meses”.Na segunda-feira, Reis Campos reuniu-se com o ministro da Economia, Álvaro Santos Pereira, e entregou-lhe um documento em que a CPCI aponta 11 áreas de intervenção e medidas concretas para a recuperação do sector da construção e do imobiliário. A regularização dos montantes em dívida é uma das áreas que consta do documento.Até ao final de Agosto, o Governo terá de “realizar e publicar um levantamento completo dos pagamentos em atraso” do Estado aos fornecedores. Segundo o acordo de resgate financeiro, o novo executivo terá de “realizar e publicar um levantamento completo de pagamentos em atraso de entidades das administrações públicas e empresas públicas, abrangendo todas as categorias de despesa com referência a Junho de 2011”.Construção aumenta produção em Maio A produção do sector da construção em Portugal aumentou 1,5 por cento em Maio em relação ao mês anterior, mas caiu quase dez por cento face ao período homólogo de 2010. De acordo com o Eurostat, depois de dois meses em queda, no mês de Maio o sector da construção em Portugal fechou com saldo positivo face ao mês anterior, em que havia registado uma quebra na produção de 4,2 por cento. Em relação à variação anual, o sector mantém a tendência de queda, que em Maio foi de 9,9 por cento face ao mês de Abril de 2010. Na zona euro, a produção da construção registou uma queda de 1,1 por cento e na Europa a 27 foi de 0,9 por cento em Maio, em comparação com o mês anterior, em que havia aumentado 1,2 por cento na zona euro e recuado 0,5 por cento na UE27. De acordo com os dados do gabinete de estatísticas da União Europeia, a produção em Maio registou uma queda de 1,9 por cento na zona euro e de 1 por cento na UE 27 quando comparada com o mês homólogo de 2010. Eslovénia, Países Baixos, Eslováquia foram os países com maiores quedas na produção da construção em Maio, de 9,8, 2,3 e 1,3 por cento, respectivamente. Por outro lado, Hungria, a Polónia e a Roménia foram os países com melhor evolução, de 6,5, 3,7 e 2,9 por cento, em relação ao mês anterior. Na comparação anual, Eslovénia, Espanha e Bulgária lideraram as perdas e a Polónia, a Suécia e a Alemanha o crescimento no mês de Maio em relação ao ano anterior.

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