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Mercado em crise leva empresários de Ourém a voltarem-se para a internacionalização

Mercado em crise leva empresários de Ourém a voltarem-se para a internacionalização

Dificuldades espelhadas em reunião pouco participada promovida pela Nersant
Edição de 20.07.2011 | Economia
A Nersant - Associação Empresarial da Região de Santarém apresentou em Ourém alguns dos seus projectos de apoio ao crescimento económico das empresas. Na sessão compareceram quatro empresários de Ourém. Os programas não levantaram muitas dúvidas entre os participantes, mas o apoio à internacionalização foi dos temas que despertou mais a atenção.Da “Vilar Móvel”, em Vilar dos Prazeres, freguesia de Nossa Senhora das Misericórdias, o administrador Bruno Pereira reconheceu que o seu objectivo foi perceber como funciona o programa de internacionalização e os possíveis financiamentos. O mercado do móvel de Vilar dos Prazeres está há muito em crise e a saída parece estar em países como Angola e Moçambique, comentou. “Mas também começa a haver uma faixa interessante no mercado nacional”, devido à fragilidade em que se encontram algumas empresas do sector actualmente. A aposta no exterior também interessou a Duarte Silva, da “Auto Electro Reis e Silva”, sediada em São Sebastião, freguesia de Atouguia. “Na minha área cada dia é um dia, temos que ver. A realidade muitas vezes não se espelha no que se passa aqui”, comentou. A actualidade empresarial em Ourém não é animadora. “Vejo isto muito mau, vejo pessoas a emigrar para África e Europa e micro-empresas a fechar. Na minha parte são os pagamentos, muita gente a ficar sem dinheiro no bolso e com dívidas”.O mesmo problema foi levantado por Armando Pereira, da “Mercedes Benz Ourém”. “O grande problema actualmente das pequenas e médias empresas é o capital. Não têm financiamento, as despesas são muitas e não se consegue cobrir as despesas com o que se factura”, comentou. Ourém “ao nível de empresas está fraca, mesmo em empresas de construção que pagavam bem”. E acrescenta: “Hoje quando um carro vai para a oficina temos que passar a factura e receber o dinheiro e o cliente não pode ficar chateado porque temos que sobreviver”. Em Ourém, a Nersant apresentou os seus programas de propriedade industrial, financiamentos disponíveis pelo Quadro de Referência Estratégico Nacional (QREN), promoção de tecnologias de informação e comunicação nas empresas, apoio à internacionalização, formação e consultadoria de empresas.
Mercado em crise leva empresários de Ourém a voltarem-se para a internacionalização

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