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Bairro dos avieiros invadido por melgas e ratazanas de antigas instalações fabris

Bairro dos avieiros invadido por melgas e ratazanas de antigas instalações fabris

Moradores e comerciantes de Vila Franca temem problemas de saúde pública devido à degradação das instalações da AJ Vassalo

As antigas instalações fabris perto do Tejo e da Ponte Marechal Carmona em Vila Franca de Xira estão ao abandono há quase uma década. O local está inundado e os moradores da zona já não aguentam com tantas melgas e ratos.

Edição de 20.07.2011 | Sociedade
Os moradores do bairro dos avieiros em Vila Franca de Xira, próximo das antigas instalações da empresa “AJ Vassalo” queixam-se do estado de degradação do espaço e temem que a situação possa ter repercussões na saúde pública. Pelo que apelam à câmara municipal e à junta de freguesia para que intervenham no local. A velha unidade siderúrgica está inundada e os populares queixam-se que é uma fonte de ratazanas, melgas e mosquitos que invadem o bairro. A junta de freguesia da cidade está a tentar resolver a situação.Por se encontrar numa zona mais baixa em relação ao rio Tejo a antiga unidade fabril está inundada mesmo durante o Verão. Os comerciantes instalados nas proximidades dizem que o alagamento do espaço é mau para o negócio porque dá “uma imagem feia e degradada da cidade” e os moradores queixam-se que as melgas não dão tréguas. Em caso de cheia as instalações constituem também um problema ambiental, já que os detritos podem ser arrastados para o rio.Na última assembleia de freguesia da cidade, os eleitos da CDU voltaram a chamar a atenção para um problema que se arrasta há quase uma década. “É preciso fazer alguma coisa para evitar a proliferação de bichos naquele local, porque na situação em que se encontra é um perigo para a saúde pública. Já alertámos para esta situação no final do ano passado para tentarmos resolver as coisas antes do Verão. Este já chegou e o problema continua por resolver”, criticou o comunista Carlos Romano.No local chegou a haver bombas submersíveis que retiravam a água, mas a electricidade às instalações foi cortada e esta deixou de ser bombeada. “As águas paradas são um problema. Além de cheirarem mal criam tanta melga que não imagina. Vivemos um inferno por causa daquilo. Acho que deviam resolver o problema”, critica Dália Filipe, moradora no bairro dos avieiros. As preocupações estendem-se às crianças que podem cair para dentro de água. “Aquilo é um espaço apetecível para a brincadeira. Deviam aumentar as redes de protecção porque já lá vi crianças a brincar nos barcos abandonados”, acrescenta a moradora.Para o comerciante Jorge Patrício, que tem uma loja nas proximidades, o abandono das instalações “é revelador da falta de atenção que esta zona da cidade tem recebido”. Jorge Patrício defende a rápida requalificação do espaço “porque quem circula na ponte Marechal Carmona vê o abandono a que chegou este espaço e fica com uma má imagem da cidade”, apesar de Vila Franca “ter muita coisa bonita”, defende. O presidente da junta de freguesia, José Fidalgo (PS), disse ter conhecimento do problema. “O terreno é privado e já mandámos um alerta para que a situação seja tratada e resolvida num futuro próximo”, garantiu.
Bairro dos avieiros invadido por melgas e ratazanas de antigas instalações fabris

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