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Câmara deixa curros no meio da estrada entre duas festas e origina um coro de protestos

Câmara deixa curros no meio da estrada entre duas festas e origina um coro de protestos

Moradores e comerciantes de Benavente queixam-se que o equipamento prejudica o negócio e a circulação

Os curros usados nas largadas de toiros da Festa da Sardinha Assada, em Junho, ficam nas ruas até Agosto à espera da festa da Nossa Senhora da Paz.

Edição de 20.07.2011 | Sociedade
Os curros usados nas largadas de toiros da festa da sardinha assada em Benavente, em Junho, ficaram na rua António Ventura, ocupando uma faixa de rodagem e em cima de uma passadeira e assim vão continuar durante o mês de Agosto, altura em que se vão realizar as festas de Nossa Senhora da Paz. Um incómodo para automobilistas, peões e comerciantes a que a câmara municipal não parece ser sensível porque não quer ter o trabalho de desmontar o equipamento e voltar a montá-lo. O equipamento em madeira usado para guardar os toiros antes das largadas foi instalado semanas antes da Festa da Amizade e da Sardinha Assada que começaram a 23 de Junho e acabaram a 26 do mesmo mês. A câmara justifica que opta por não retirar os curros porque dão muito trabalho a desmontar. Para o vice-presidente da Câmara Municipal de Benavente, Carlos Coutinho (CDU) “não é possível retirar os curros, pelo grande trabalho e esforço que isto representa”, argumentando que o equipamento leva de 3 a 4 semanas a montar uns taipais de madeira que são pregados a uns troncos. Este é o tempo que normalmente leva a Câmara de Vila Franca de Xira a instalar centenas de tronqueiras nas ruas da cidade por altura das festas do Colete Encarnado. A situação causa incómodo a muita gente que mora na zona ou que tem que passar por aquela rua. “Isto não se percebe, ter um curro em cima de uma passadeira e ocupar metade da rua. A sinalização é escassa e muitos condutores têm tido dificuldades aqui”, critica Júlio Dias, morador. Há também comerciantes que se queixam. Para Susete Lurdes que tem uma loja na rua, os curros “reduzem o estacionamento, ocupam metade da estrada e são um incómodo visual muito grande”. E aponta como principal problema o facto de ficarem em cima de uma passadeira, “obrigando as pessoas a passar pela estrada sem segurança, ainda para mais num cruzamento que ficou com pouca visibilidade”, critica. Há mais de uma década que os curros são deixados no local durante o tempo que medeia entre as duas festas e todos os anos as queixas repetem-se. “Procuramos sempre atender às questões pontuais que os moradores e os comerciantes nos fazem chegar, sabemos que não é agradável estar um mês com aquilo colocado no meio da estrada mas continuamos a tentar minimizar os inconvenientes”, argumenta Carlos Coutinho.
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