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Investimento na Sinagoga de Tomar para chamar turistas

Investimento na Sinagoga de Tomar para chamar turistas

É o único templo sefardita do século XV que se mantém de pé

Direcção Regional de Cultura vai reabilitar património edificado de acordo com a autarquia que, por seu lado, vai trabalhar na sua reabilitação e animação.

Edição de 20.07.2011 | Sociedade
A Câmara de Tomar anunciou que se vai realizar uma intervenção na Sinagoga de Tomar, o único templo dos judeus sefarditas do século XV que se mantém de pé na Península Ibérica, com vista à sua “afirmação turística e cultural enquanto património do concelho”. A vereadora com o pelouro do Turismo, Rosário Simões (PSD), referiu na última reunião de câmara que foi obtido junto da Entidade Regional de Turismo de Lisboa e Vale (T-LVT) um subsídio de 25 mil euros para finalizar a primeira de seis fases de um projecto que visa uma intervenção mais profunda na Sinagoga de Tomar e que envolve a Direcção Regional de Cultura/IGESPAR. “Trata-se da aquisição de mobiliário que permite fazer o enquadramento histórico do templo em visitas que não são guiadas”, disse Rosário Simões. De acordo com a autarca, o subsídio foi adquirido de forma directa, na sequência de um conjunto de apoios que a T- TLV se preparava para atribuir a monumentos da região. De acordo com a informação apresentada, a Câmara de Tomar elaborou um plano de animação do monumento e que pretende dar sequência a uma intenção da Direcção Regional de Cultura/IGESPAR em reabilitar o espaço edificado. “A Sinagoga de Tomar é a única sinagoga do Século XV, construída de raiz, que ainda hoje se mantém de pé, sendo como tal o templo sefardita mais antigo da Península Ibérica”, reforça a informação que assinala ainda o facto do templo ter sido classificado monumento nacional a 29 de Julho de 1921. “Estão a decorrer contactos com a Direcção Regional de Cultura no sentido de orientar a intervenção física, ao nível do edificado, cabendo à autarquia intervir ao nível da sua reabilitação e animação”, refere o documento que esteve a ser analisado. “A estruturação de um plano de animação do monumento, orientado por uma estratégia e consubstanciado por medidas concretas, é essencial para a afirmação turística e cultural da Sinagoga de Tomar”, lê-se. Para além do Núcleo Interpretativo para o qual foi adquirido o mobiliário, a intervenção na Sinagoga de Tomar prevê mais cinco linhas: publicação de material promocional, edição de livros, um programa de animação turística e um projecto de exploração pedagógica. Todas estas medidas, a implementar faseadamente, representam um investimento total de 54 mil e 500 euros. Durante os últimos anos, as brochuras distribuídas aos turistas eram feitas e impressas pelo zelador do templo judaico, Luís Vasco, que em contrapartida arrecadava as gorjetas dos visitantes, tal como O MIRANTE referiu numa reportagem em 2009. Morador na rua onde se situa o templo, cuida da Sinagoga desde 1984, altura em os que moradores constituíram uma Comissão de Protecção à Sinagoga. Nos dias em que Luís Vasco e a esposa não atendem os turistas, a autarquia conta com o apoio de estudantes inseridos no Programa “Olhar Tomar”.Feira Sefardita na calhaA vereadora Graça Costa, dos” Independentes por Tomar”, congratulou-se pela forma como a informação foi apresentada, considerando que esta intervenção peca por tardia uma vez que a Sinagoga é o segundo monumento mais visitado na cidade, depois do Convento de Cristo. “Trata-se de uma inovação com carácter pedagógico. Ainda bem que vamos avançar para a dinamização e preservação deste espaço que muitos tomarenses, inclusive, desconhecem”, referiu. Já o vereador socialista Luís Ferreira, que anteriormente detinha o pelouro do Turismo, questionou qual o ponto de situação em relação à organização de uma Feira Sefardita em Tomar, ideia que começou a ser delineada no ano passado. “Associamo-nos a este esforço mas sentimos que existe a necessidade de se criar um evento turístico que potencie ainda mais o turismo que está associado a este templo”, disse. A vereadora Rosário Simões indicou que a ideia não tinha caído mas que falta ser calendarizada e que, em princípio, será dinamizada pela Associação de Comerciantes.
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