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Mais 91 adultos recebem certificação de competências em Alcanena 

Mais 91 adultos recebem certificação de competências em Alcanena 

Centro de Novas Oportunidades acaba ano em beleza
Edição de 20.07.2011 | Sociedade
O Centro de Novas Oportunidades de Alcanena certificou no dia 13 de Julho mais 91 adultos com o 9º e o 12º ano. Na cerimónia estiveram também presentes vários elementos dos Bombeiros Municipais de Alcanena que participaram no programa em resultado de um protocolo com o município. Foi lembrado todo o percurso de formação de adultos em Alcanena e elogiado o esforço de todos aqueles que quiseram melhorar as suas competências.“Só quem nunca assistiu a uma cerimónia destas é que pode desvalorizar estas iniciativas”, comentou a presidente do município, Fernanda Asseiceira (PS). “A câmara municipal estabeleceu um protocolo com as Novas Oportunidades e desde logo se mostrou interessada em divulgar estes cursos, sobretudo junto dos Bombeiros Municipais de Alcanena. O nosso concelho só pode beneficiar com esta iniciativa”, concluiu.Já Jorge Gabriel Henriques, dinamizador do Centro de Novas Oportunidades de Alcanena, sediado na Escola Secundária com 3º CEB de Alcanena, lembrou todo o percurso que a instituição já desenvolveu em torno da formação para adultos. “Isto é o culminar de um processo”, salientou, recordando que foi um caminho com muitos “sustos, ousadias e medos”. “Isto hoje é um sintoma da qualidade do trabalho que é feito”.Frederico Nunes, director do Centro de Novas Oportunidades de Alcanena, referiu que a sessão representa o fruto do empenho de todos. “O tempo que atravessamos coloca-nos muitas incertezas, mas revela uma sociedade com mais educação e mais preparada para os desafios”. Concluiu referindo que acredita nas parcerias realizadas, “defendendo a criação de sinergias para projectos em comum”. Na ocasião foram ainda lidos dois testemunhos de alunos sobre a sua experiência nas Novas Oportunidades. Os certificados de competências corresponderam a formações realizadas entre Julho de 2010 e Julho de 2011, pelo processo RVCC (Reconhecimento, Validação e Certificação de Competências) e cursos EFA (Educação e Formação para Adultos).José Ferreira, 48 anosUma oportunidade agarrada com muito gosto“Acho que foi uma oportunidade única que nos foi dada, e muito válida, porque abandonei a escola há 30 anos e agarrei esta oportunidade com muito gosto”, começa por afirmar José Ferreira. Primeiro fez o 9º ano, a experiência motivou-o a adquirir agora a certificação de 12º ano. No horizonte tem já outros projectos. Espera que a formação lhe abra mais portas e pensa talvez vir a tirar um curso a nível de gestão. “As experiências de vida, por muito singelas, são muito ricas”, reflecte. Todo o processo, conforme esclarece, “foi mais um reavivar das nossas memórias, foi mais o valorizar da nossa vida passada, foi uma reflexão muito grande da nossa vida” que lhe deixou a motivação para continuar.Jorge Frazão, 50 anosO comandante que não deixa de estudarO protocolo entre a Câmara de Alcanena e o Centro de Novas Oportunidades abriu as portas ao comandante Jorge Frazão, dos Bombeiros Municipais de Alcanena, para aumentar a sua formação. “Eu entendi, e os meus colegas, que era uma mais-valia para nós, como formação pessoal e profissional”, referiu. Não só no que toca à validação de competências adquiridas ao longo da vida, mas também como uma possibilidade de aumentar a formação para um dia poder subir na carreira. De todo o processo, reconhece que adquiriu novos conhecimentos e que teve a oportunidade de recordar a sua longa experiência profissional. “Quanto mais experiência tivermos mais apoio podemos dar às pessoas”, referiu. Carla Rodrigues, 38 anosAprender a tratar o computador por tuTirar o 9º ano era um objectivo já antigo de Carla Rodrigues, acabando por aceitar o desafio através do centro de emprego. Espera agora que esta formação lhe traga mais regalias para o seu futuro a nível profissional. “E poder ajudar a minha filha na escola”, refere rindo. O processo fê-la recordar “algumas coisas do tempo de escola que já me tinha esquecido, aprendi a lidar um pouco com algumas tecnologias de hoje, como o computador. Hoje em dia não se faz nada sem computador e a formação ajudou-me um pouco”, reflecte. No geral, “acho que esta experiência para o meu dia-a-dia me vai ser útil”. Carlos Sérgio, 45 anosUm passo para poder progredir na carreiraPara Carlos Sérgio, subchefe nos Bombeiros Municipais de Alcanena, as Novas Oportunidades foram antes de tudo uma forma de se redescobrir a ele próprio, apercebendo-se que possuía mais conhecimentos do que o que imaginava. Fazer o 12º ano “foi muito bom” e uma forma de descobrir em si coisas que não estavam bem exploradas, comenta com orgulho. Além da oportunidade de adquirir conhecimentos, Carlos Sérgio entrou no projecto para validar a sua experiência profissional, realizada ao longo da sua carreira nos Bombeiros. Ter o 12º ano vai ainda permitir-lhe poder ascender na carreira. Susana Félix, 32 anosUma mais valia para ocupar o tempo livreRecebeu um ramo de flores do filho pouco antes de subir ao palco, onde lhe seria entregue o seu diploma de certificação de competências do 12º ano. Susana Félix explica que precisava de ocupar o tempo livre, pelo que optou por ir estudar e tirar a equivalência do ensino secundário, o seu objectivo. “Foi bom”, por vezes “difícil”, comenta, mas hoje reconhece que é uma mais-valia. “Onde trabalho não é necessário o 12º ano, mas um dia pode ser preciso”, refere. De todo o processo, marcou-a o facto de ter que contar a história da sua vida. Reviver a infância e recordar outros tempos é o que leva da formação. “Acho que foi uma mais-valia para mim, quando era mais nova não tive oportunidade”.
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