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Margens do Tejo requalificadas em Abrantes devolvem rio às comunidades

Margens do Tejo requalificadas em Abrantes devolvem rio às comunidades

A última fase de requalificação urbana e ambiental engloba a construção de um Centro de Acolhimento do Tejo

Actualmente em obra, a margem sul tinha já sido alvo de uma primeira intervenção, com a criação de zonas verdes, passeios e infraestruturas.

Edição de 20.07.2011 | Sociedade
A Câmara Municipal de Abrantes tem em obra a terceira e última fase do projecto Aquapolis, recuperação das margens ribeirinhas, num investimento orçamental previsto na ordem dos dois milhões de euros.Uma das principais obras deste projecto de requalificação do parque urbano ribeirinho - onde já foram investidos cerca de 15 milhões de euros desde 2006 - é o açude insuflável construído no rio, inaugurado em 2008, e que permitiu a criação de um espelho de água aos pés da cidade com cerca de 80 hectares de superfície.Denominada de “Nova Vida para a Margem Sul”, em Rossio ao Sul do Tejo, a última fase de requalificação urbana e ambiental das margens ribeirinhas englobará a construção de um Centro de Acolhimento do Tejo, com a requalificação e ampliação do actual parque de campismo, com capacidade para 300 pessoas, libertando toda a frente ribeirinha para áreas de acampamento, estadia e lazer.Por outro lado, a câmara adjudicou por 1 milhão de euros a construção de uma praça aberta ao rio com cobertura extensível para a realização e acolhimento de espectáculos musicais e culturais, percursos ribeirinhos, quiosques, zonas de estar e lazer e um parque infantil, entre outros equipamentos.Vítor Priorinho, residente na freguesia ribeirinha de Rossio ao Sul do Tejo, afirmou que com as obras realizadas “está tudo melhor” em termos de “atractividade e condições” de fruição e lazer. “Ainda falta ver isto pronto para ter uma opinião definitiva mas para já o trabalho está bonito e traz muitos curiosos à terra”, apontou.António Dias, 77 anos, defendeu que os investimentos efectuados e em curso nas margens ribeirinhas são uma “revolução” tendo em conta que as populações estavam de costas viradas para o rio. “Hoje é diferente e este tipo de investimentos traz mais gente e confere novas dinâmicas à localidade”, sublinhou.Em declarações à agência Lusa, a presidente da câmara, Maria do Céu Albuquerque (PS), explicou que os investimentos efectuados e em curso visam “a devolução do rio e das vivências” às comunidades, para além de fomentar o turismo na região e incrementar a dinamização do Aquapolis” através de “um espaço que se quer promotor de negócios e dinâmicas na economia” local.Actualmente em obra, a margem sul tinha já sido alvo de uma primeira intervenção, com a criação de zonas verdes, passeios e infraestruturação. A intervenção em curso, “é agora mais profunda e vai criar um espaço mais dinâmico”, referiu a autarca, tendo adiantado “acreditar” que “depois do investimento público seguir-se-á o investimento privado”.Ainda na freguesia de Rossio, entrou este ano em funcionamento uma estação de canoagem que inclui também um projecto de criação de um percurso ribeirinho que vai unir as aldeias ribeirinhas de Alvega e Rio de Moinhos, em Abrantes, e a vila de Constância.“Uma forma de criar sinergias com o território envolvente”, observou a autarca, tendo adiantado que o objectivo é criar condições para que Abrantes seja parte integrante de “uma grande rota” do Tejo. Os projectos em curso têm assegurada uma comparticipação financeira de 80 por cento pelo programa “Mais Centro - Programa Operacional Regional do Centro”.
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