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Municípios querem levar turistas a conhecer património das Linhas de Torres

Municípios querem levar turistas a conhecer património das Linhas de Torres

Proposto protocolo à Turismo de Portugal com a finalidade de divulgar rota histórica

As Linhas de Torres designam o conjunto das 152 fortificações construídas em seis concelhos para defender Lisboa das tropas napoleónicas entre 1807 e 1814.

Edição de 20.07.2011 | Sociedade
Os seis municípios da Rota Histórica das Linhas de Torres querem levar os turistas a conhecerem as fortificações construídas há 200 anos para defender Lisboa das tropas francesas e estão a ultimar uma parceria com o Turismo de Portugal.O vereador da Cultura da Câmara de Vila Franca de Xira, que preside à Plataforma Intermunicipal das Linhas de Torres (PILT), disse que os municípios “estão à espera de resposta” do Turismo de Portugal a um protocolo proposto com a finalidade de divulgar rota histórica nos roteiros turísticos.“Queremos divulgar este património junto dos agentes turísticos para vender um turismo histórico, ao qual se pode associar a gastronomia, os passeios pedestres e a cavalo ao ar livre, o alojamento e as visitas ao património e aos centros interpretativos das Linhas de Torres”, explicou João de Carvalho.Até ao final do ano, a PILT pretende ter concluído o projecto para atrair visitantes à região e gerar receitas no sentido de salvaguardar a conservação futura dos fortes e redutos. Por isso, alertou para a necessidade de o Instituto de Gestão do Património Arquitetónico e Arqueológico acelerar o processo de classificação de todo o conjunto de fortificações, aguardada há dois anos pelos municípios. “Classificar hoje um forte em vez de todos era como classificar uma parte da muralha da China e a outra parte não ser classificada”, sublinhou.A PILT quer também, até ao final do ano, definir o modelo de gestão do projecto turístico, que poderá passar pela criação de uma empresa intermunicipal responsável pela conservação do património e dos técnicos de conservação e restauro e pela gestão das visitas, recriações históricas, transportes e guias turísticos. Investigadores do ISCTE- Instituto Universitário de Lisboa e da Escola Superior de Hotelaria e Turismo do Estoril estão a trabalhar nesse sentido.Desde 2007, os municípios de Arruda dos Vinhos, Loures, Mafra, Sobral de Monte Agraço, Torres Vedras e Vila Franca de Xira, que integram a PILT, investiram na recuperação do património e na construção de centros interpretativos que ajudam os visitantes a perceber o que foram as Linhas de Torres.A intervenção de dois milhões de euros foi financiada na totalidade pelo Mecanismo Financeiro do Espaço Económico Europeu, constituído pela Noruega, Islândia e Liechtenstein.As Linhas de Torres designam o conjunto das 152 fortificações construídas nos seis concelhos sob a orientação do general inglês Wellington, comandante das tropas luso-britânicas no período das invasões francesas, para defender Lisboa das tropas napoleónicas entre 1807 e 1814.Falta financiamento para concluir projecto de recuperação dos fortes Os seis municípios da Rota Histórica das Linhas de Torres estão com dificuldades em concluir todos os investimentos de recuperação e valorização das fortificações construídas há 200 anos para defender Lisboa das tropas francesas, devido às contenções orçamentais.João de Carvalho, vereador da Cultura da Câmara de Vila Franca de Xira, que preside à Plataforma Intermunicipal das Linhas de Torres (PILT), disse que os seis municípios “tiveram de repensar as suas prioridades” e recuar com algumas propostas de investimento, inicialmente previstas.“Arruda dos Vinhos conseguiu completar todas as propostas mas Vila Franca de Xira só concretizou metade das propostas, entre as quais estão os projectos de maior relevância”, exemplificou.Segundo o autarca, “o que se pensou fazer de início não foi agora totalmente concretizado porque, além da contenção das câmaras, houve uma redução do valor financiado para menos de dois milhões de euros pelo Mecanismo Financeiro do Espaço Económico Europeu, constituído pela Noruega, Islândia e Liechtenstein.Arruda dos Vinhos, Loures, Mafra e Vila Franca já inauguraram os centros interpretativos e Sobral de Monte Agraço vai inaugurar em Outubro. Os trabalhos por concluir, segundo João de Carvalho, “não colocam em causa” o arranque do projecto turístico que a PILT pretende associar até ao final do ano à Rota Histórica das Linhas de Torres.
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