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Santarém adere à rede europeia de identificação de habitats de morcegos

Já existem três locais referenciados no concelho, um deles na biblioteca municipal
Edição de 20.07.2011 | Sociedade
A Câmara Municipal de Santarém vai iniciar um trabalho de recolha de locais onde possam existir habitats de morcegos para colaborar na elaboração do Atlas dos Morcegos de Portugal. A autarquia organizou um ‘workshop’ designado Morcegos à Solta na Cidade, integrado na Noite Europeia dos Morcegos, promovida em toda a Europa ao abrigo do Acordo Europeu para a Conservação dos Morcegos - Eurobat. Segundo afirmou um técnico da Divisão de Ambiente e Desenvolvimento Sustentável da Câmara de Santarém, já existem três locais referenciados no concelho como sendo habitats de morcegos. Dois desses locais são na própria cidade: um na biblioteca municipal e outro na zona do Instituto Politécnico de Santarém. O técnico Marco Arruda referiu ainda que existe outro local na freguesia de Vaqueiros, no interior de uma árvore antiga que foi preservada para acolher uma colónia de morcegos. Com esta iniciativa, a autarquia apela também à população para referenciar potenciais locais onde existam morcegos para que estes sejam referenciados no Atlas dos Morcegos de Portugal Continental, acrescentou. Segundo Bruno Silva e Sílvia Barreiro, dois técnicos voluntários responsáveis pela coordenação desta recolha de dados na zona de Santarém, o projecto de Eurobats começou este ano e vai decorrer até Junho de 2012. O objectivo, sublinhou Bruno Silva, é não só preservar este mamífero como também de tentar fazer uma contagem da população existente. A coordenação nacional é do Instituto da Conservação da Natureza e da Biodiversidade (ICNB), que criou um portal, chamado Ano do Morcego em Portugal, onde qualquer pessoa pode geo-referenciar a existência de morcegos através do Google Maps. O trabalho científico e de recolha de dados no terreno está a ser desenvolvido por autarquias, técnicos do ICNB e por voluntários de empresas e instituições que trabalham normalmente em trabalhos de avaliação de impacto ambiental, envolvendo várias equipas que ficam responsáveis por um quadrante de território. Em Portugal existem 27 espécies diferentes de morcegos, 25 no continente, uma na Madeira e outra nos Açores. Segundo Sílvia Barreiro, cerca de um terço das espécies estão ameaçadas de extinção. “Os morcegos são muito importantes para preservar os ecossistemas, porque são como que insecticidas naturais que controlam as populações de insectos, o que é muito positivo para a agricultura e para evitar doenças nos humanos”, referiu ainda a técnica.

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