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Trabalhadores da TNC queriam ir de camião até à Assembleia da República

Trabalhadores da TNC queriam ir de camião até à Assembleia da República

Policia desmobilizou 30 camiões que foram até Lisboa em marcha lenta. O objectivo dos trabalhadores era chegarem ao Palácio de São Bento mas ficaram por Alvalade
Edição de 20.07.2011 | Sociedade
Os trabalhadores da Transportadora Nacional de Camionagem (TNC) em Alverca, concelho de Vila Franca de Xira, deslocaram-se em 30 camiões em marcha lenta até Lisboa, na terça-feira de manhã, para protestarem contra o encerramento da empresa que está em insolvência. O objectivo dos funcionários era chegarem ao palácio de São Bento, sede da Assembleia da República, mas os manifestantes foram desmobilizados pela polícia no início da segunda circular perto do estádio do Sporting e regressaram às instalações da empresa. Os camionistas foram desaconselhados a continuar para a cidade para não provocar o “caos” no trânsito. Foram escoltados pela PSP até Sintra e fizeram depois a viagem de regresso pelo IC19. Os camiões passaram na Estrada Nacional 10 em Alverca a apitar ininterruptamente e com faixas onde se podia ler “não aceitamos o desemprego” e “lutaremos até ao fim”. “Não existem dívidas à Segurança Social nem aos trabalhadores que têm os salários em dia. O mais estranho é que a empresa tem contratos fixos e tem trabalho para todos os trabalhadores”, garantiu Anabela Carvalheira, dirigente sindical do Sindicato dos Trabalhadores de Transportes Rodoviários e Urbanos de Portugal (STRUP). A notícia de que há um possível interessado na compra da empresa, que assumiria o passivo e manteria os postos de trabalho, veio trazer um novo alento aos trabalhadores, mas mesmo assim estes não estão convencidos que a situação venha a concretizar-se. Uma dívida que ronda os 9 milhões de euros levou o administrador de insolvência a mandar recolher as viaturas, descarregar as mercadorias e cancelar os contratos que estavam a decorrer com outras empresas no dia 13 de Julho. Mas até agora ninguém recebeu cartas de despedimento. O Banco Espírito Santo, o Santander Totta, a TNC2 e a gasolineira Kuwait são os principais credores. Neste momento existem perto de 40 motoristas que estão a terminar os serviços de transporte no estrangeiro e quando regressarem a Portugal vão ter que parar também os camiões. Estava marcada para esta quarta-feira, já depois do fecho desta edição, uma reunião entre a presidente da Câmara de Vila Franca, Maria da Luz Rosinha, o administrador de insolvência, representantes dos trabalhadores e dirigentes sindicais. Embora a TNC tenha requerido a insolvência que foi declarada no dia 11 de Dezembro de 2009 pelo Tribunal do Comércio de Lisboa, o plano de reestruturação apresentado na altura tinha deixado os trabalhadores descansados. Desde o dia 13 de Julho que permanecem na empresa para não deixarem mudar as fechaduras ou levarem material.
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