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Esplendoroso Serafim das Neves

Edição de 27.07.2011 | E-mails do outro mundo
Começo a vislumbrar alguma organização neste desorganizado país. Os exemplos vão chegando às pinguinhas mas vão chegando. A semana passada vieram notícias da Junta de Freguesia de Aveiras de Cima, concelho de Azambuja. Quem foi metido na linha foi o tesoureiro. Imagina que o homem pegou numa máquina da autarquia e foi por aquelas estradas fora limpar valetas. Sem dar cavaco ao presidente e abdicando de qualquer pagamento. Um exemplo típico da rebaldaria a que isto chegou, como facilmente percebeste. Felizmente a vil tentativa de lançar o caos na ordem pública está em vias de ser controlada. O prevaricador já foi avisado e não tarda muito a máquina vai voltar à garagem. Nem que seja num reboque, por falta de combustível.As pessoas têm que meter na cabeça que não podem fazer tudo o que querem, assim sem mais nem menos. É preciso ordem, organização, respeito pelas hierarquias. Ao fazer o que fez o Tesoureiro da Junta está a contribuir para a extinção de um posto de trabalho. Está a fazer subir o desemprego. Está a descredibilizar a classe dos tractoristas dando a entender que qualquer pessoa pode fazer aquele trabalho. E não pode, como sabemos. É preciso um curso. Um mestrado. E em certos casos até um doutoramento. Ele bem pode dizer que, com os cofres da autarquia limpos, era altura de partir para outras limpezas. Mas não pode ser assim de forma anárquica. Devia ter feito um requerimento ao presidente, requerimento esse que seria analisado numa reunião do executivo convocada para o efeito após obtenção de parecer da câmara municipal e da Comissão de Coordenação Regional de Lisboa e Vale do Tejo. Para além disso a Associação Nacional de Municípios também deveria pronunciar-se, bem como o sindicato dos tractoristas e afins. É assim que as coisas se fazem. A democracia tem regras. Depois da aprovação pelo executivo a autorização tinha que ser mandada para a Assembleia de Freguesia para ratificação. Que Deus lhe perdoe as facadas que deu nas mais elementares regras do Estado de Direito. Ámen!!!Ervas nas valetas sempre as houve e vai continuar a haver. E elas não fogem. Podem ser cortadas em qualquer altura. Se não há dinheiro para pagar a quem faça o trabalho pede-se uma reunião à câmara e faz-se uma conferência de imprensa a dizer mal da lei das finanças locais. Não é pegar na máquina e zás...ir para a estrada roçar mato e placas da reserva de caça. Valha-nos Deus!!!Mantenho-me neste registo evangélico para te falar na descida aos infernos da população do Cartaxo, depois de sete anos de paraíso. No tempo em que Deus era Deus e o concelho um pedaço de céu, a água era ao preço da chuva e jorrava das torneiras para piscinas e relvados de vivendas ao som de harpas tangidas por arcanjos, inundando de alegria o povo. Com a chegada da Cartágua, essa víbora demoníaca, a tranquilidade foi quebrada e o mercantilismo instalou-se. Vê lá tu que a empresa não entende que a água é um bem natural que foi dado por Deus aos homens e animais para seu usufruto, livre de encargos. Quer fazer comércio. Quer ganhar dinheiro com um bem comum. Se Cristo andasse pela terra decerto correria com aqueles vendilhões para fora do Cartaxo a golpes de chicote. Como não há Cristo o povo sai à rua para se mostrar na SIC à hora dos telejornais vociferando esconjuros ao Demo à demoníaca Cartágua. Um exorcismo digno de se ver que só não terminou com o presidente da câmara Paulo Caldas a arder numa fogueira porque o traidor que abriu as portas do Éden ao Demo se escondeu bem escondido numa pipa de vinho. E após este relato de tantas emoções me despeço. Deus te abençoe e te livre de tentações mundanas. Manuel Serra d’Aire

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