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Situação de emergência financeira na Câmara da Chamusca

Situação de emergência financeira na Câmara da Chamusca

Autarquia quer ser ressarcida das verbas que foram cativadas pelo Governo porque só assim pode sair do sufoco em que se encontra
Edição de 27.07.2011 | Política
A Câmara Municipal da Chamusca entrou em situação de emergência financeira e corre o risco de entrar em rotura de tesouraria. O problema agravou-se devido à cativação de cerca de 90 mil euros mensais, já que a autarquia ultrapassou o limite de endividamento líquido municipal em 2009, e à descida drástica de receitas próprias.Por outro lado existe também uma dívida de cerca de mais de 500 mil euros da Administração de Região Hidrográfica (ARH) Tejo, referente a obras efectuadas nos diques do concelho, que tiveram reflexos nos índices de endividamento, pois a autarquia suportou esses custos e ainda não foi ressarcida.“Fizemos um grande esforço para baixar os níveis de endividamento, mas a cativação dos 90 mil euros por mês e a descida de receitas próprias está a colocar-nos numa situação asfixiante, o dinheiro que recebemos não chega para pagar as despesas fixas da autarquia”, disse o presidente da câmara, Sérgio Carrinho (CDU), durante a reunião do executivo de 25 de Julho. Sérgio Carrinho garantiu que a autarquia resolveu o problema de endividamento, que agora se situa abaixo do limite, e por isso reclama a devolução das verbas que foram cativadas desde Janeiro de 2011, que ascendem a cerca de 600 mil euros. “Recebemos dia 22 de Julho a confirmação da Direcção-Geral das Autarquias Locais da saída do incumprimento do endividamento líquido, por isso solicitámos uma audiência urgente ao secretário de Estado da Administração Local para tratar do assunto pessoalmente. Porque estamos a ser fortemente penalizados e também para lhe entregar outros dossiers que temos em mãos e que correm o risco de ficar parados por falta de verbas para fazer face ao nosso financiamento”, disse o autarca.O vice-presidente da câmara, Francisco Matias (CDU), apontou para o esforço que tem sido feito para baixar os níveis de endividamento numa situação de grande crise. “Fizemos o nosso trabalho e agora queremos que o Governo faça o dele, não estamos a pedir nada, só queremos que paguem o que nos devem para podermos cumprir com os nossos compromissos”, disse.“Há dois meses que não pagamos nada a fornecedores. É uma situação que não se pode manter, os 90 mil euros que têm sido cativados mensalmente é uma verba muito alta para um concelho que tem cada vez menos receitas próprias. É necessário que o Governo retire rapidamente a cativação e nos devolva as verbas retidas desde Janeiro”, disse ainda Francisco Matias.A oposição concordou com a metodologia e as exigências do executivo. Joaquim José Garrido, do PS, garantiu o apoio e foi mais longe apontando que “é necessário, neste caso, puxarmos todos para o mesmo lado, porque só assim podemos sair do buraco em que estamos”. Sérgio Carrinho pediu ainda para que todo o executivo e o presidente da assembleia municipal o acompanhem na audiência com o secretário de Estado. Pedido que foi aceite por toda a oposição.
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