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Associados da Cercipóvoa recusam corte nos apoios à doença dos funcionários

Associados da Cercipóvoa recusam corte nos apoios à doença dos funcionários

Alteração aos estatutos proposto pela direcção foi a uma assembleia em que a maioria dos presentes é trabalhador da instituição

A direcção da Cercipóvoa queria também obrigar a que as listas concorrentes aos órgãos sociais da instituição fossem constituídas por sócios efectivos há mais de seis meses, mas também não obteve a concordância dos associados.

Edição de 27.07.2011 | Sociedade
A direcção da cooperativa Cercipóvoa, instituição de apoio a pessoas portadoras de deficiência, na Póvoa de Santa Iria, queria limitar os pagamentos aos funcionários doentes dos três primeiros dias de baixa que não são cobertos pela Segurança Social, mas a proposta não foi aceite pelos sócios. Esta era uma das alterações aos estatutos da cooperativa de solidariedade social que a direcção levou à assembleia-geral de quinta-feira, 21 de Julho. O facto de entre os sócios presentes a maioria trabalhar na instituição contribuiu para este desfecho. A intenção era limitar o apoio ao máximo de três utilizações por ano e por pessoa. E de nada valeram os apelos de Carlos Garrudo de Oliveira, presidente da direcção da instituição do concelho de Vila Franca de Xira que há algum tempo passa por dificuldades financeiras. O dirigente ainda alertou para o facto de haver abusos e de esta medida ser uma forma de controlar os usos indevidos desta ajuda a que a instituição não está obrigada a dar. “Não queremos pôr em causa essa situação, apenas limitá-la. É uma norma anti-abuso porque têm sido registados abusos”, explicou Carlos Garrudo de Oliveira.A maioria dos sócios votou contra a alteração por considerar que o apoio à doença não deve ser limitado de qualquer forma. Outra justificação para a recusa foi o facto de considerarem que a proposta de alteração aos estatutos não se encontrava, no seu entender, suficientemente clara quanto aos regimes de excepção a aplicar no futuro. Apenas duas pessoas votaram a favor e dez abstiveram-se.Os associados recusaram ainda outra alteração proposta pela direcção, que era a de que os estatutos passassem a obrigar que as listas concorrentes aos órgãos sociais da cooperativa fossem constituídas por sócios efectivos há mais de seis meses. “Se amanhã aparecer alguém rico que queira ajudar a Cercipóvoa ficando na direcção não deve ser penalizado por não ser sócio há seis meses”, defenderam alguns cooperantes. Das alterações que foram à assembleia-geral apenas foi aprovada a inclusão nos estatutos da obrigatoriedade de os novos corpos gerentes se substituírem aos anteriores no que toca à prestação de garantias pessoais com a banca no caso de incumprimento da instituição. A Cercipóvoa apoia cerca de 160 pessoas. É uma cooperativa com o estatuto de utilidade pública, fundada em Maio de 1977 por pais e amigos de crianças e jovens portadores de deficiência. Segundo o site da instituição na internet, a Cercipóvoa presta atendimento a crianças, jovens e adultos em cinco valências e apoia famílias de meios económico-sociais desfavorecidos “na vertente alimentar com produtos do Banco Alimentar e nas vertentes social, médica e cultural com o apoio dos técnicos e dos recursos da instituição”. Dispõe de novas instalações desde Dezembro de 2005.
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