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Construção de terminal rodoviário à entrada de Azambuja gera polémica

Plano de pormenor ainda está a ser elaborado mas obra já avançou e motivou um coro de protestos

A Câmara de Azambuja já licenciou a construção de uma estrutura de apoio do futuro terminal rodoviário do Grupo Luís Simões à entrada da vila. Os terrenos adjacentes à obra são de natureza agrícola não integrada na RAN e precisam de ser alterados para terrenos urbanos.

Edição de 27.07.2011 | Sociedade
Um terminal rodoviário que está a ser construído pelo Grupo Luís Simões, da área da logística e transportes, mesmo à entrada da vila de Azambuja, ao lado de uma bomba de gasolina, gerou uma violenta discussão na última reunião do executivo camarário que decorreu no dia 19 de Julho. A autarquia ainda só licenciou a construção de uma estrutura de apoio numa parcela de área urbana. Mas o terminal precisa também dos restantes terrenos que são de natureza agrícola não integrada na Reserva Agrícola Nacional e que têm que ser desafectados para que se possa construir no local.Os vereadores da oposição e alguns eleitos da assembleia de freguesia presentes na zona destinada ao público indignaram-se por a obra já ter avançado quando ainda está a ser elaborado o plano de pormenor que se for aprovado permitirá passar a área de reserva agrícola a terreno urbano. “O que está licenciado é a construção de uma estrutura de apoio no terreno urbano, na expectativa que o plano de pormenor que vai ser elaborado permita a construção do parque de estacionamento”, explicou o presidente da câmara, Joaquim Ramos (PS), acrescentando que o próprio plano de pormenor ainda está a ser elaborado para ser entregue na Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional de Lisboa e Vale do Tejo. “Não pode dizer isto numa sessão de câmara. Desligue pelo menos o microfone. Estão a ser realizadas obras num espaço onde nem sequer está aprovado o plano de pormenor? É um vale tudo”, referiu David Mendes, eleito pela CDU da assembleia de freguesia que estava a assistir à reunião. A reacção mais violenta veio do eleito do Bloco de Esquerda da Assembleia de Freguesia de Azambuja, Daniel Claro, que saiu da sala aos gritos. “Eu quero é saber como autorizam a construção de um parque de estacionamento de camiões à entrada de uma vila e ao lado de uma bomba de gasolina. Como é que os camiões vão entrar e sair? Pare com estas macacadas senhor presidente, é um apelo que deixo”. O vereador António Jorge Lopes, da Coligação Pelo Futuro da Nossa Terra (PSD, CDS-PP, PPM, MPT) chamou ainda a atenção para a demora da aprovação de um plano de pormenor para a zona. “Já lá vão dez anos desde que o senhor é presidente da câmara e neste espaço de tempo só me lembro de ver aprovado um. Temos um parque de estacionamento que já está a ser construído com a expectativa de ver um plano de pormenor que só pode vir a ser aprovado daqui a alguns anos. Está a assumir que esta obra é desconforme com o Plano Director Municipal (PDM)”, criticou.O presidente do município, Joaquim Ramos, respondeu que a empresa só está a construir na área urbana que está licenciada e que se o plano de pormenor não avançar terá de transformar a estrutura de apoio. “Podem construir um hotel, por exemplo. O risco é da empresa”, garantiu. Jorge Lopes acrescentou ainda que “parece que a área que está a ser mexida não é só a urbana mas também a agrícola”. O Grupo Luís Simões disse a O MIRANTE que está projectado a construção de um terminal rodoviário e que a obra está a avançar dentro da lei, remetendo as restantes explicações para a Câmara de Azambuja.

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