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Fúria popular garante revisão do tarifário da água no Cartaxo

Fúria popular garante revisão do tarifário da água no Cartaxo

Decisão saiu de uma sessão da assembleia municipal onde os ânimos estiveram exaltados

Câmara do Cartaxo e Cartágua comprometeram-se a apresentar tarifário de água mais acessível no início de Setembro, no seguimento de discussão do aumento das facturas de água.

Edição de 27.07.2011 | Sociedade
Os cidadãos do concelho do Cartaxo que se têm batido contra os aumentos na factura da água conquistaram para já uma garantia: câmara e Cartágua, empresa concessionária da gestão do sistema de águas e saneamento, comprometem-se a encontrar um tarifário menos penalizador que deve ser apresentado e aprovado em reuniões de câmara e assembleia municipal em Setembro.A conquista popular foi conseguida após muita discussão perante cerca de 300 pessoas que numa primeira ocasião lotaram por completo o salão nobre dos Paços do Concelho e, cerca de duas horas depois, o centro cultural, quando exigiram mais condições e mais espaço para ouvirem e serem ouvidas. Foi uma assembleia municipal extraordinária concorrida como nunca se viu no Cartaxo, com populares acumulados nas duas entradas do salão e a ocuparem a sala de reuniões de câmara e o átrio.Se o presidente da câmara, Paulo Caldas (PS), foi o principal visado pela contestação popular, a Cartágua foi vista como empresa que joga no negócio para obter lucro, sem se preocupar com o bem-estar dos consumidores. Por parte da oposição, foi clara a identificação do líder do executivo como o responsável por permitir a actualização de valores das tarifas menos de um ano depois da entrada em cena da concessionária. Os presidentes de junta eleitos pelo PS também não escaparam, por não se terem manifestado publicamente ao lado dos seus fregueses. A sessão da assembleia municipal de terça-feira foi agitada com muitos populares a lançarem insultos e a vaiarem os eleitos do PS que aprovaram a última alteração de tarifário que fez disparar o preço das facturas de água e saneamento.Já no centro cultural os partidos tinham propostas diferentes. BE e CDU defenderam a suspensão imediata do tarifário, medida que a população presente apoiava. PSD e PS propunham que Cartágua e câmara acertassem a revisão do tarifário para valores mais justos, o que acabou por ser aceite entre os líderes das bancadas como proposta única que foi aprovada por unanimidade.O presidente da câmara foi muitas vezes visado com palavras ofensivas vindas do público e de alguns dos inscritos para falar na assembleia, por não ter defendido os interesses da população. Num momento, Paulo Caldas “explodiu” e deu garantias às pessoas: “Sim, vamos rever o tarifário. Quem tem que negociar com a Cartágua, cara a cara, para defender os nossos interesses sou eu, porque se fossem os senhores do BE, não tinham nada”, afirmou Caldas em tom exaltado. Caldas garantiu ainda que caso a Cartágua não proceda ao ressarcimento dos consumidores na factura do mês de Agosto, enquanto não implementa o novo tarifário, será a autarquia a fazê-lo abatendo esse valor das rendas a receber da concessionária.No final da sessão, dando esclarecimentos ao público, o administrador da Cartágua, disse que haverá novo acordo e novo contrato, assim que as partes cheguem a um consenso. Sete anos sem aumentar a águaRefira-se que o preço da água no Cartaxo não foi aumentada nos últimos sete anos por decisão política do executivo camarário liderado por Paulo Caldas. A entrada em cena, em 2010, do consórcio privado acabou com essa situação de privilégio e os aumentos foram considerados exagerados pelos consumidores.
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