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Lixo, crise e falta de segurança marcam Verão no Agroal

Lixo, crise e falta de segurança marcam Verão no Agroal

Diferenças nas infra-estruturas das duas margens motivam críticas entre comerciantes, que apontam o desinteresse da Câmara de Tomar na preservação da sua área

É uma das praias fluviais mais concorridas da região. No Agroal o rio Nabão divide os concelhos de Ourém e de Tomar e as diferenças são notórias no tratamento do espaço público em cada uma das margens.

Edição de 27.07.2011 | Sociedade
A época balnear na praia fluvial do Agroal, onde o rio Nabão separa os concelhos de Ourém e Tomar, já começou há cerca de um mês. Se do lado do concelho de Ourém as queixas se voltam para a falta de casas de banho públicas, ainda por inaugurar e sem alternativa para além dos sanitários do café local, na margem do lado de Tomar os vendedores das bancas ali montadas apontam para a falta de recolha de lixo, falta de iluminação e falta de segurança, com os carros a amontoarem-se pelas estradas estreitas, para além de também não haver sanitários. Para além disso o vento que se tem feito sentir durante o mês de Julho e a crise ajudam ainda mais a afastar os turistas. Na margem de Ourém, remodelada nos últimos anos, o lamento vai apenas para o edifício recentemente construído para balneários, que devido a um problema no abastecimento de água continua por inaugurar. Os turistas continuam a servir-se das casas de banho do café local, até porque este ano não foram ali instalados os sanitários móveis.No geral as críticas são positivas para o trabalho do município de Ourém, que faz a recolha do lixo e mantém o espaço limpo. Foi criado mais estacionamento e está bem sinalizado, o que possibilita uma melhor movimentação dos carros, mas mesmo assim continua a ser pouco para o movimento nos dias mais concorridos, lamentam alguns comerciantes.As queixas levantam-se quando se fala da outra margem do rio, no concelho de Tomar, que pouco mais tem que alguns locais de estacionamento. Este ano estão ali montadas várias bancas de comidas e uma roulotte de farturas, mas não há recolha de lixo, a falta de iluminação aumenta a insegurança e a patrulha da GNR não tem passado tantas vezes como seria necessário. As diferenças são notórias entre ambas as margens, apontando-se do lado de Ourém que a Junta de Freguesia da Sabacheira, Tomar, licenciou a vinda dos feirantes, mas não existem condições para estes trabalharem. Ricardo Simões, proprietário das “Farturas à Capítulo”, na margem de Tomar, tem procurado contornar pelo menos o problema do lixo, tendo-se dirigido já à Junta de Freguesia da Sabacheira. “Não há recolha do lixo, segurança e como retiraram as casas de banho móveis as pessoas chegam a vir aqui ao mato”, comenta.“Do outro lado não há recolha do lixo, falta segurança e mesmo infra-estruturas para os carros não passarem para zonas perigosas”, referiu António Pardal, proprietário do café na margem de Ourém. “Fazia falta mais algum estacionamento deste lado, mas as infra-estruturas estão criadas e vai haver cacifos para as pessoas guardarem os seus bens”, adiantou.No Agroal quase não há rede de telemóvel, mas existe um telefone fixo. Há cerca de duas semanas a linha telefónica foi cortada, devido ao roubo de cobre na região. O problema foi resolvido no espaço de um dia.
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