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Presidente do Politécnico de Santarém apela à paz na Escola de Gestão

Presidente do Politécnico de Santarém apela à paz na Escola de Gestão

Jorge Justino escreve à comunidade académica pedindo o fim das querelas internas

O clima de conflitualidade interna esbateu-se desde que Jorge Faria deixou a presidência da ESGTS, em Maio passado.

Edição de 27.07.2011 | Sociedade
O presidente do Instituto Politécnico de Santarém (IPS), Jorge Justino, enviou uma comunicação à comunidade académica da Escola Superior de Gestão e Tecnologia de Santarém (ESGTS) apelando à pacificação do ambiente interno. “O perpetuar de querelas internas traduz-se num desperdício de energia, pessoal e institucional, e transpõe para a opinião pública uma imagem da ESGTS que urge ultrapassar”, escreve o responsável no texto datado de 19 de Julho.Em causa estão diversas polémicas ocorridas nos últimos tempos, a maior parte delas espoletada quando Jorge Faria era presidente da escola, que, na opinião de Jorge Justino, dão uma imagem que pode ser prejudicial à ESGTS numa época em que há grande competição entre escolas na captação de alunos. O presidente do IPS quer todos a remar para o mesmo lado e deixa isso claro: “Apelo, pois, para o sentido de cidadania e de cooperação institucional de todos os envolvidos no sentido da conjugação de esforços tendo em vista o bom desempenho e o bom nome da instituição”.Sublinhando que o país atravessa “um momento particularmente difícil” que tem reflexos ao nível das instituições de ensino superior, Jorge Justino refere que nesse quadro “impõe-se a cada um dos actores institucionais orientar a sua acção no sentido de contribuir para a melhoria e crescimento da organização em que está inserido”.O clima de conflitualidade interna esbateu-se desde que Jorge Faria deixou a presidência da ESGTS, em Maio passado, tendo-lhe sucedido Ilídio Lopes. E Jorge Justino considera que com o novo ciclo devem encerrar-se as polémicas. “Trata-se de uma nova etapa da vida da escola. Urge pois assumir uma postura que viabilize e potencie o normal funcionamento da instituição”, reforça o presidente do IPS.Brochura do IPS foi a última polémicaA última polémica envolvendo a ESGTS prende-se com a edição de uma brochura promocional dos cursos do IPS onde foi utilizada a imagem de uma campanha publicitária da Nike, protegida por direitos de autor, para divulgar um mestrado em Marketing da ESGTS. Essa situação motivou uma reacção enérgica do coordenador do Departamento de Marketing e Recursos Humanos da ESGTS, Fernando Gaspar, que solicitou ao presidente do Politécnico que “retire imediatamente” a brochura de circulação e causou também o pedido de resignação do coordenador do Mestrado em Marketing da ESGTS, Luís Fé de Pinho.Na base da contestação, de que O MIRANTE deu conta, está a utilização da dita fotografia, aparentemente registada num país do terceiro mundo, com uma criança a urinar contra uma parede onde está estampado o conhecido símbolo da Nike e a frase “Just do it”. Uma imagem considerada “degradante” para o curso em apreço. Os professores contestatários alegam ainda que o plano de estudos do mestrado de Marketing incluído na brochura não corresponde ao que está publicado em Diário da República, pelo que, dizem, se está a transmitir informação incorrecta e enganosa. E acrescentam que a tradução para inglês foi “muito pouco cuidada”.Cinco anos atribuladosJorge Faria saiu da liderança da ESGTS após um mandato recheado de casos polémicos e de quezílias internas que fizeram avolumar as críticas à sua administração por parte de alguns elementos do corpo docente. Os sinais de contestação interna a Jorge Faria tiveram o seu culminar em Março passado, quando o então presidente da ESGTS não conseguiu garantir um assento no Conselho Técnico-Científico da escola num sufrágio por voto secreto que envolveu apenas os professores de carreira e equiparados e que elegeu 20 docentes para esse órgão. Terá sido essa derrota “humilhante” que terá levado Faria a desistir da recandidatura à liderança da escola, deixando essa responsabilidade para Ilídio Lopes, que tinha sido número dois da sua lista que vencera as eleições para a assembleia de escola (órgão que elege o presidente da ESGTS).Conhecidos foram também os atritos com o presidente do Instituto Politécnico de Santarém no âmbito do processo eleitoral para o Conselho Técnico-Científico da ESGTS que Justino suspendeu para sanar irregularidades, bem como as dúvidas quanto à legalidade da contratação de alguns docentes. Uma situação que foi objecto de inspecção por parte do Ministério da Ciência, Tecnologia e Ensino Superior. Tudo factos noticiados por O MIRANTE.
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