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Atrevido Manuel Serra d’Aire

Edição de 06.12.2011 | E-mails do outro mundo
Ando preocupado com o (será ainda?) presidente da Câmara de Tomar, que desapareceu do mapa nas duas últimas semanas sem que ninguém esclareça onde pára e o que lhe aconteceu. A verdade é que o cortês Corvêlo de Sousa entrou de baixa de repente quando se começou a dizer que ia renunciar ao cargo e foi na sua ausência que a coligação entre o PSD e o PS acabou. Se continuar a ser presidente, o autarca já se deve ter apercebido que é uma negligência de todo o tamanho deixar os vereadores dos dois partidos sozinhos no executivo sem a sua figura tutelar e moderadora, porque entram em roda livre e nunca se sabe o que dali pode sair.O que é certo é que a novela da Câmara de Tomar tem tudo para captar audiências. A trama envolve um casamento desfeito entre dois partidos que andaram sempre a pensar em pôr os chifres ao cônjuge; um presidente ausente não se sabe muito bem porquê e para quê; um vereador socialista que foi ficando sem os pelouros a conta-gotas apesar de ter demonstrado ser imbatível na habilidade para ser notícia; e um futuro presidente chamado Carrão que dizem querer ajudar o desaparecido presidente a ir de carrinho da câmara.Aliás, como já te deves ter apercebido pelas notícias dos últimos tempos, abundam as novelas pelo nosso Ribatejo. E a que tem como cenário o quartel dos Bombeiros do Entroncamento é recheada de emoção. Ver uma carrada de bombeiros a baldar-se ao serviço e a querer despachar o presidente da direcção garante suspense até ao último episódio, para mais sabendo-se que uma história que envolve bombeiros deve meter sangue, suor, lágrimas e outros ingredientes.Outra história da vida real é o que se passa na Câmara de Vila Franca de Xira, onde a hiperactiva presidente socialista Rosinha retirou os pelouros a dois vereadores da coligação liderada pelo PSD por terem votado contra uma proposta do PS. O engraçado no meio de tudo isso é que o outro vereador da coligação (o actor João de Carvalho), apesar de também ter votado contra, safou-se para já do castigo e manteve-se com o desgastante pelouro da Cultura. Tudo porque justificou que votou contra, mas votou contrariado.A isto se chama diplomacia ou, na voz do povo, dar uma no cravo e outra na ferradura. E com isso o actor João de Carvalho, que a série televisiva “Os Malucos do Riso” popularizou, parece ter assumido o seu mais recente papel, desta vez fazendo de “muleta” da maioria socialista. Consta que a presidente da Câmara de Vila Franca não tem um sentido de humor muito apurado, mas pelos vistos achou graça ao desempenho do autarca e actor. Por último: a presidente da Câmara de Alcanena fez um comunicado de imprensa a anunciar que iria realizar uma sessão de pagamento de dívidas a fornecedores. Pode cheirar a populismo a visibilidade dada à entrega dos cheques, que acho inteiramente justa e justificada. Se nos manuais a definição de notícia é a velha imagem do homem a morder o cão e não o contrário, por que razão não há-de ser motivo de parangonas um autarca a pagar dívidas?E com esta me vou. Saudações do telespectador Serafim das Neves

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