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ANECRA pessimista sobre medidas para inverter quebra no sector automóvel

Edição de 06.12.2011 | Economia
O novo presidente da ANECRA (Associação Nacional das Empresas do Comércio e da Reparação Automóvel), António Chícharo, considera que o Orçamento do Estado (OE) para 2012 não apresenta medidas que perspectivem uma inversão da situação de quebra do sector automóvel. Para António Chícharo, a proposta do OE para o próximo ano vai no sentido de manter o actual enquadramento do sector automóvel: mais falência de empresas, mais desemprego, mais impostos e menos receitas fiscais para o Estado.O dirigente da ANECRA referiu que o sector vai sofrer um agravamento fiscal de 7,5 por cento, quando a média nos restantes sectores é de 2,9 por cento, pelo que, na sua opinião, vai ser cada vez mais difícil para os portugueses terem um automóvel. “A recessão económica coloca constrangimentos às famílias. O sector automóvel não escapa a essa realidade”, disse, lembrando que o sector está a sofrer uma quebra que não era registada há mais de 23 anos. “Temos sabido alertar o governo para as dificuldades do sector, mas nem uma só das medidas que propomos se encontra neste OE”, sublinhou.Chícharo salientou que o sector automóvel continua a enfrentar problemas de desregulamentação e economia paralela.”Os anos passam e a economia paralela continua a crescer e isto afecta não só a área das reparações, como de vendas. Quem cumpre todas as regras ambientais e de segurança no trabalho não consegue competir com as entidades que não se preocupam”, criticou. O presidente da ANECRA argumentou que este sector merece ser devidamente considerado porque engloba 30 mil empresas, dá emprego a 140 mil pessoas, tem um volume de negócios de 25 mil milhões de euros e representa uma receita fiscal de 6 mil milhões de euros.

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