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Acentua-se colapso dos Bombeiros Voluntários do Entroncamento

Assembleia para demitir direcção não se realizou e demissionários não regressam ao serviço

Dos 100 associados que pediram a Assembleia para demitir a direcção faltaram 11 e a Assembleia não se realizou. O comandante do corpo de bombeiros pediu a demissão. Os bombeiros que pediram passagem ao quadro de reserva subiram ao palco para dizer que não voltam ao serviço enquanto o presidente da direcção não se demitir.

Edição de 06.12.2011 | Sociedade
Os Bombeiros Voluntários do Entroncamento estão em colapso. Para segunda-feira à noite estava marcada uma Assembleia pedida por uma centena de associados, de acordo com os estatutos, cujo único ponto da ordem de trabalhos era a discussão e votação de uma proposta de destituição dos Corpos Gerentes. Era uma oportunidade de regresso a alguma normalidade uma vez que os 31 bombeiros voluntários que pediram a passagem ao quadro de reserva tinham prometido regressar ao serviço se a demissão do presidente da direcção se concretizasse mas a assembleia não se realizou por falta de quórum. Uma hora e dez minutos após a hora de início o presidente daquele órgão anunciou que não estavam presentes 75 por cento dos requerentes, número mínimo para a mesma funcionar.Após o anúncio do presidente da Assembleia, Mário Olímpio Ferreira, os bombeiros demissionários ocuparam o palco montado na sala anexa ao Pavilhão Municipal e usaram a instalação sonora para anunciar que não voltavam ao serviço enquanto Luís Graça continuar como presidente da Direcção da Associação Humanitária. Seguiram-se intervenções de vários elementos entre os quais o porta-voz dos voluntários, Fernando Rodrigues, que leu e comentou em público o conteúdo de dois processos que lhe foram instaurados antes do início do processo. Artur Morga, comandante do Quadro de Honra, juntou-se aos elementos do corpo de bombeiros para repetir algumas acusações ao presidente da direcção que já tinha feito na anterior assembleia, nomeadamente que não tem qualquer capacidade de diálogo e que riscou o Humanitário do nome da organização substituindo-o por empresarial. Comandante durante 18 anos, disse que neste momento a operacionalidade da corporação do Entroncamento é “praticamente nula”.Horas antes da Assembleia um outro facto veio acentuar o clima de crise. O comandante dos bombeiros, João Pombo, apresentou a sua demissão. Recorde-se que no dia 28 de Novembro, no decorrer de uma conferência de imprensa em que a direcção anunciou ter enviado ao Comandante Operacional do Distrito de Santarém, um pedido de instrução de processo disciplinar ao comandante e “uma averiguação por comissão especial da Autoridade Nacional da Protecção Civil” aos factos que levaram à passagem ao quadro de reserva de todos os voluntários da corporação, bem como ao apuramento das consequências de tal situação. Presente na Assembleia Geral de segunda-feira, na qualidade de associado, João Pombo escusou-se a fazer qualquer declaração e não teve qualquer intervenção nem se juntou aos bombeiros quando estes ocuparam o palco. O MIRANTE soube que muitos deles só souberam que tinha pedido a demissão através da notícia difundida, em primeira mão, pela edição online do nosso jornal.João Lérias, da direcção da associação, que tinha anunciado a sua demissão, fosse qual fosse o desfecho da Assembleia, demitiu-se após se saber que a mesma não ocorreria. Um dos elementos da Mesa da Assembleia, Armelim Ferreira, fez o anúncio público da sua demissão no palco, junto dos bombeiros. Luís Boavida, disse a O MIRANTE que apresentará a sua demissão na reunião de direcção marcada para terça-feira à noite.Fonte próxima da direcção disse a O MIRANTE que o presidente da direcção poderá ponderar a sua demissão mas a principal preocupação é assegurar que o que se está a passar não se irá repetir no futuro. “Imaginemos que o presidente se demite e os bombeiros voltam ao serviço. Se houver eleições e ele voltar a ganhar os bombeiros voltam a pedir a passagem ao quadro? E pelo menos até à realização de eleições o presidente tem que continuar a assegurar o cargo. O que vai acontecer? Os bombeiros só regressam após eleitos os novos Corpos Gerentes?”, comentou a mesma fonte. O MIRANTE sabe que uma das primeiras prioridades da direcção é nomear um novo comandante. Alguém que consiga impor disciplina na corporação.

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