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Aumento de pedidos de ajuda leva Câmara de Abrantes a reforçar intervenção social

Edição de 06.12.2011 | Sociedade
O reforço dos apoios para evitar situações de exclusão social é a aposta da Câmara de Abrantes para tentar fazer face à crise económica, criando uma rede que junta as 19 freguesias do concelho para dar resposta a todos os pedidos de ajuda. Em declarações à agência Lusa, a presidente da Câmara de Abrantes, Maria do Céu Albuquerque (PS), disse que o número de procura de ajuda tem “aumentado significativamente”, devido à actual conjuntura, uma situação que justifica um reforço na busca de novas soluções.“Os nossos serviços são procurados por cidadãos que não estavam à espera de se confrontarem com uma nova realidade, ou porque ficaram desempregados ou porque os seus recursos já não correspondem para assegurar despesas com a educação dos filhos, com a renda de casa, com os medicamentos ou com a ausência de meios para se deslocarem para realizarem tratamentos clínicos”, observou Maria do Céu Albuquerque.Segundo a autarca, o município necessita de investir na criação de novas valências em termos de serviços de educação e acção social para conseguir dar resposta a novas situações sociais que, “por vivermos tempos particularmente difíceis”, se tornam ainda mais importantes.“Programas próprios ou integrados em parcerias multidisciplinares de cooperação institucional para que as respostas sejam feitas à medida de quem recorre aos nossos serviços, numa lógica de um concelho mais solidário, mais acessível e mais inclusivo”, vincou. Céu Albuquerque sublinhou o “mérito pela dedicação e empenho” das 16 CSF que dão cobertura a um território de 714 quilómetros quadrados e uma população de cerca de 40 mil habitantes, enquanto estruturas da Rede Social que se constituem como plataformas de planeamento e coordenação da intervenção social a nível de freguesia. “Todas com realidades diferentes e com respostas distintas, que vão desde acções de inclusão e combate à solidão, sinalização de situações mais graves de pobreza e exclusão social existentes e definição de propostas de actuação a partir dos seus recursos, propondo soluções adequadas”, disse, tendo acrescentado que no concelho existem mais de 50 instituições que convergem neste desígnio da acção social.“Num momento extraordinariamente difícil para todos, mas em particular para os cidadãos mais vulneráveis”, as autarquias “assumem um papel de primeira linha no acompanhamento dessas situações” afirmou, tendo acrescentado que o facto da população se conhecer mutuamente “torna mais fácil” identificar os casos de pobreza e de exclusão social.

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