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Carrinha-quiosque tem mais 30 dias para sair da zona envolvente ao Convento de Cristo

Câmara de Tomar decidiu prorrogar prazo e vereadores do PS defendem que seja dada primazia aos actuais vendedores na concessão do futuro quiosque que está a ser construído.
Edição de 06.12.2011 | Sociedade
A Câmara Municipal de Tomar aumentou para 60 dias o prazo dado à proprietária da carrinha-quiosque de venda de bebidas e artigos alimentares para abandonar a zona envolvente ao Convento de Cristo, onde tem estado a funcionar há muitos anos. A revelação foi feita pelo vice-presidente da Câmara de Tomar, Carlos Carrão (PSD), na última reunião do executivo. A medida, “a título excepcional”, foi justificada pelo facto de a dona da carrinha não ter ainda encontrado um outro local para a colocar, disse Carrão.Recorde-se que a meio de Novembro, o presidente da Câmara de Tomar, Corvêlo de Sousa (PSD), decidiu notificar a dona da carrinha para retirar o veículo do local no prazo de 30 dias. Uma situação que levou um dos vereadores do PS, Luís Ferreira, a dizer que “em Tomar já não se vive em democracia”, acusando o presidente da autarquia de exercer o poder de “forma totalmente autocrática e sem qualquer sensibilidade social”. Uma situação que causou profundo mal-estar entre os dois partidos, então ainda coligados na gestão do município.Luís Ferreira disse na altura que se tratou de um “total desprezo pela vida das pessoas” que exploravam esse negócio. Corvêlo de Sousa argumentou que, quanto ao caso do quiosque, no âmbito das obras de requalificação da zona envolvente ao castelo e Convento de Cristo, foi decidido construir um quiosque com as mesmas valências na zona, pelo que não faz sentido continuar ali o quiosque ambulante. Vai ser aberto um concurso para a concessão do espaço, ao qual esse vendedor pode concorrer, explicou o presidente da Câmara de Tomar, que esteve ausente da última reunião do executivo por motivo de doença.Na última reunião de câmara, os vereadores do PS apresentaram uma declaração em que defendem que a autarquia deve estudar a possibilidade de garantir a continuidade da exploração, no novo quiosque, às pessoas que durante tanto tempo ali asseguraram esse serviço de apoio aos visitantes do castelo templário e Convento de Cristo.“Estamos conscientes que poderá haver constrangimentos legais a dificultar esta opção, mas supomos também que poderá haver soluções igualmente legais. Definidas e aceites que sejam as obrigações mútuas, e na defesa dos munícipes do concelho, é de toda a justiça que se garanta a continuidade da actividade dos actuais empresários no espaço em que a mesma se consolidou”, alegam José Vitorino e Luís Ferreira.Os autarca socialistas referiram também que há muito que o assunto devia ter sido tratado, com vista a uma instalação mais condigna daquele serviço, mesmo sem serem necessárias obras de fundo como as actuais. “Ter-se-ia evitado este pitoresco pela negativa, que constará das colecções de imagens de muitos viajantes”, ironizaram.

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