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Incêndio em habitação de Alhandra provoca um morto

Ângelo Santiago faleceu devido à inalação de fumo
Edição de 06.12.2011 | Sociedade
Ângelo Santiago, de 61 anos, morreu na noite de domingo, 4 de Dezembro, por inalação de fumo de um incêndio que deflagrou na sua habitação, no Beco do Norte em Alhandra, concelho de Vila Franca de Xira. A vítima estava a dormir quando deflagraram as chamas. Ângelo, natural de Alhandra, era uma figura conhecida na vila e, segundo as autoridades que estão a investigar o caso, é provável que estivesse a fumar e tenha adormecido com o cigarro ainda aceso. A vítima acordou quando as chamas já devoravam o quarto e sentiu uma das mangas da camisola que vestia a arder. Ângelo tentou apagar o incêndio mas sem sucesso, tendo procurado refúgio no primeiro andar da habitação, mas acabou por inalar grandes quantidades de fumo que lhe provocaram a morte. O alerta foi dado cerca das 20h00 por um grupo de populares que passava na rua e sentiu um forte cheiro a queimado. No beco onde se encontra a casa o calor começou a tornar-se mais intenso e os populares decidiram chamar os Bombeiros Voluntários de Alhandra . Quando estes chegaram ao local arrombaram a porta da habitação e dominaram o fogo em 10 minutos. Participaram no socorro 12 homens bombeiros e cinco viaturas. O incêndio apenas consumiu o quarto da habitação. “Dentro da casa o nosso maior problema foi encontrar muitos sacos cheios de lixo, móveis velhos, botijas de gás e até latas de gasolina usadas nos barcos”, lamenta fonte dos bombeiros a O MIRANTE. Ângelo Santiago não tinha luz nem água e usava barba até à barriga. Apesar de fazer vida de pessoa pobre, os amigos garantem que tinha condições económicas e além da casa onde vivia, que pertenceu aos pais, era dono também de um apartamento na freguesia. “A imundice era tal que se chegássemos mais tarde e o fogo alastrasse aos sacos do lixo, teríamos um incêndio de grandes proporções e difícil de combater”, admitem os bombeiros. No local esteve também a PSP e a Polícia Judiciária.

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