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Tractores agrícolas em Ourém por causa de problemas com a construção do IC9

Louçãs e Piedade não querem ver esquecida a alternativa ao caminho que usavam

Moradores de duas aldeias do concelho de Ourém aproveitaram o feriado para insistir na urgência da construção da alternativa ao caminho que usavam e que desapareceu por causa do IC9.

Edição de 06.12.2011 | Sociedade
Meia centena de pessoas deslocando-se em carros ligeiros, tractores e, em três casos, empurrando carrinhos de mão, foram em marcha lenta até à Câmara de Ourém para protestar contra a supressão, pelas obras do IC (Itinerário Complementar) 9, de um caminho agrícola com cerca de um quilómetro que unia as localidades de Louçãs, freguesia de Nossa Senhora da Piedade à vizinha aldeia do Pinheiro. O protesto durou praticamente toda a manhã do dia um de Dezembro. A comissão de moradores daquelas localidades do concelho de Ourém rejeita a alternativa criada, que obriga a um desvio de cerca de quatro quilómetros. Para além de terem ficado sem o caminho os moradores viram-se obrigados a ceder terrenos, alguns dos quais junto às suas casas. Outras pessoas que têm razões de queixa do traçado do IC9 juntaram-se aos protestos. Existe uma alternativa à passagem suprimida pelo IC9, mas obriga a um desvio de três a quatro quilómetros, em Casal dos Matos, na mesma freguesia. A solução não agrada a uma população que se desloca sobretudo a pé ou que usava com frequência o antigo caminho para a agricultura. Para dar esse exemplo, Maria de Fátima, do Pinheiro, que empurrava um carro de mão cheio de caruma disse a O MIRANTE estar revoltada com tudo o que se tem passado. “Ia quatro vezes por semana buscar caruma, para a fogueira e para os animais. Quero mostrar a realidade dos factos. Agora fiquei sem parte do terreno e à outra parte mal tenho acesso”.A alternativa ao anterior caminho obriga a um desvio de mais de três quilómetros pelo Casal dos Matos, na mesma freguesia. A população reclama desde Agosto porque aquela não era a primeira solução alternativa. Foram apresentadas queixas ao Ministério Público e ao Provedor de Justiça e já foram feitas reuniões com as Estradas de Portugal (EP) sem sucesso. A concessionária da obra, LOC - Construções, apresentou duas novas soluções. A população optou pela mais barata, que está orçada em 121 mil euros. A Câmara de Ourém disponibilizou-se para pagar metade do investimento mas até agora nada foi feito e os moradores receiam que o assunto caia no esquecimento. “Nós queremos é que a passagem se faça”, afirmou um dos líderes da comissão de moradores, Paulo Santos Fonseca. Várias queixas contra a obra e dificuldades na negociação de alterações que não prejudicassem as populações levaram a Câmara de Ourém a ameaçar com a apresentação de uma Providência Cautelar para parar os trabalhos, ideia que acabou por ser abandonada. O acordo conseguido com o LOC - Construções deixou contudo de fora a resolução de alguns conflitos, como os da travessia de linhas de água em Alburitel, o corte de acesso pedonal entre Louçãs e Pinheiro, bem como os acessos cortados em Pimenteira.

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