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Uma mancha na paisagem do centro histórico de Tomar

Convento de Santa Iria é um péssimo bilhete postal e não há obras à vista
Edição de 06.12.2011 | Sociedade
Um cenário “degradante” e uma “afronta” visual é como a vereadora independente da Câmara de Tomar, Graça Costa, classifica o estado em que se encontra o antigo Convento de Santa Iria, situado na margem esquerda do rio Nabão, no centro da cidade. Na última reunião do executivo, a autarca deixou o apelo para que a maioria PSD que gere o município tome medidas que pelo menos minimizem o impacto visual daquela mancha na paisagem.“É uma situação que tem repercussões não só do ponto de vista estético mas também da segurança que devem ser minimizadas”, afirmou Graça Costa. Parte da cobertura do imóvel ruiu há já algum tempo e várias janelas estão abertas e partidas. É um cenário pouco edificante, sustenta, até porque a Câmara de Tomar é a dona do edifício. A autarquia adquiriu o espaço no início de 2004 por cerca de 500 mil euros.A vereadora independente diz que a autarquia deve pelo menos fechar aquelas janelas e utilizar telas ou outra solução para cobrir as fachadas, que diz não gostar de ver como cidadã e muito menos como autarca. Graça Costa considerou ainda degradante que uma estátua de Santa Iria, incrustada na parede do edifício, esteja associada àquele cenário.Na resposta, o vice-presidente da Câmara de Tomar, Carlos Carrão (PSD), limitou-se a dizer que concordava com a intervenção de Graça Costa.Recorde-se que, em 2009, a Câmara de Tomar tentou vender o Convento de Santa Iria mas não surgiram propostas concretas. O valor base do concurso era de 1 milhão e 500 mil euros e impunha-se ao comprador que transformasse o espaço num hotel com uma categoria mínima de quatro estrelas. Em Julho deste ano, a autarquia aventou também a possibilidade de ceder o direito de superfície a quem queira transformar o antigo Convento de Santa Iria num hotel de luxo, em alternativa à sua venda. Em Abril de 2010 parte da cobertura do ex-Convento ruiu, o que motivou a remoção de todas as coberturas e paredes que ameaçavam desabar e que colocavam em perigo pessoas e os bens patrimoniais. Em Julho passado, o presidente da câmara, Corvêlo de Sousa (PSD), reconhecia que urge resolver esta situação devido às condições de degradação que o imóvel apresenta.

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