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Eduardo Lopes

Eduardo Lopes

Médico Oftalmologista, 56 anos, Santarém

“Se pudesse mudar alguma coisa em Santarém reabilitava o centro histórico que cada vez está mais degradado, com menos habitantes e não há incentivos nem apoios para as pessoas recuperarem as casas”

Edição de 14.12.2011 | Agora falo eu
Já recorre a nova regras de poupança de água e luz para combater a crise?Com a nova clínica que abri os gastos de água e luz triplicaram e tenho muita atenção para não desperdiçar. Quando não estou cá apago algumas luzes que não são necessárias. Em casa faço a mesma coisa. Prefiro a lareira para me aquecer ao invés do aquecedor e apago sempre as luzes que não precisam estar acesas assim como as boxes das televisões que normalmente ficam no stand-by.O Governo está a pedir demasiados sacrifícios aos portugueses?Não é só o Governo, é a troika que o está a fazer e passa a regra e esquadro o que deve ser feito. Infelizmente esquecem-se de um pormenor, que são as pessoas. Vêm aí tempos muito difíceis em que as pessoas vão passar dificuldades porque o Governo e a troika não estão preocupados com o que a população vai sofrer.Quais são os seus desejos para 2012?Gostava que o país e o mundo entrassem no próximo ano em melhores condições mas sabemos que esse desejo é uma utopia. Isto está complicado.Seria capaz de voltar a pensar em escudos se o euro acabasse?Claro que sim, vivi no tempo do escudo por isso faço sempre a comparação. Temos que nos adaptar às situações. Ainda tenho o hábito de fazer a reconversão mental de euros para escudos, por isso seria fácil. O que é que não dispensa na mesa de Natal?Na minha mesa de Natal não podem faltar o bacalhau e o peru. Concorda com a diminuição de feriados?Com alguns sim. Um dia de trabalho na semana corresponde a milhões de euros que entram para o Estado e estar a parar a meio da semana faz com que a economia portuguesa pare e neste momento isso não pode acontecer. Além disso, muitas pessoas aproveitam os feriados para fazer pontes o que complica ainda mais a situação do país. Acho que devem acabar com alguns feriados e os que se mantêm devem colocá-los à segunda ou à sexta-feira.O que é que mudava em Santarém?Reabilitava o centro histórico que cada vez está mais degradado, com menos habitantes e não há incentivos nem apoios para as pessoas recuperarem as casas. Se não se fizer nada qualquer dia o centro histórico desaparece.A que se deve o elevado número de mortos nas estradas portuguesas?À falta de civismo e a uma falta de respeito completo por quem conduz. Recentemente, durante uma viagem do Couço [concelho de Coruche] para Santarém, assisti a ultrapassagens impensáveis e indivíduos à competição. Quem anda na estrada tem que ter respeito por si próprio e sobretudo pelos outros. A estrada não é um autódromo.O que faria se lhe saísse o euromilhões?Continuava a trabalhar mas libertava-me de encargos financeiros. Seria uma felicidade. Aproveitava para viajar com a minha família e ia conhecer melhor o mundo.
Eduardo Lopes

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