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Câmara de Rio Maior quer tarifar estacionamento na via pública e em dois parques cobertos

Câmara de Rio Maior quer tarifar estacionamento na via pública e em dois parques cobertos

A concretizar-se, o estacionamento na cidade de Rio Maior deverá custar 15 cêntimos por fracções de 15 minutos, até ao máximo de seis horas, tanto na via pública como nos parques do Rossio e do largo Aires de Sá.

Edição de 14.12.2011 | Economia
O estacionamento na via pública no centro de Rio Maior assim como dos lugares disponíveis no parque subterrâneo do largo Aires de Sá e do estacionamento coberto do Rossio vão ser tarifados, só não se sabe a partir de quando. Segundo informação do vice-presidente da autarquia, Carlos Frazão (ACIRM), o estacionamento coberto é para entrar em funcionamento em 2012, assim que o regulamento for aprovado pela assembleia municipal, que só se realiza no novo ano. Quanto ao estacionamento à superfície, na via pública, será faseado mas sem garantia que se inicie em 2012, 2013 ou 2014. “A primeira zona a tarifar será a envolvente à praça da República, como já aconteceu há anos. Só ainda não definimos quando”, refere o autarca.No projecto, a Câmara de Rio Maior justifica a medida com o necessário reordenamento do trânsito automóvel na cidade, a necessidade de fazer a rotação dos veículos nos estacionamentos, impedindo que vários fiquem a ocupar lugares todo o dia, e com as despesas que tem tido na gestão e manutenção dos dois parques criados nos últimos anos.Dos 993 lugares a tarifar que constam do regulamento municipal de zonas de estacionamento de duração limitada, 894 dizem respeito a estacionamento na via pública de grande parte do núcleo urbano mais recente da cidade. Esse estacionamento será tarifado a partir de fracções de 15 minutos a 15 cêntimos cada um até aos 360 minutos (seis horas) de duração máxima, que corresponde a um custo de seis euros. O estacionamento subterrâneo do largo Aires de Sá, junto ao Cineteatro, possui 73 lugares, e o estacionamento coberto do Rossio, de 28 lugares, que funcionam nos mesmos parâmetros, com tarifas de 10 cêntimos por cada quarto de hora a partir dos 15 minutos até aos 3,45 euros por 360 minutos de estacionamento.A área de estacionamento de duração limitada abrange todos os lugares de ruas transversais e de ligação entre as avenidas Paulo VI e Dr. Mário Soares, desde a avenida Dr. João Calado da Maia até ao centro de estágio. Compreende ainda todo o estacionamento envolvente ao longo da avenida João Ferreira da Maia, junto ao jardim municipal e tribunal, e ruas João Teodósio Barbosa e rua do Matadouro, bem como algumas ruas de ligação à rua Serpa Pinto. O projecto prevê que os parques da via pública funcionem nos dias úteis entre as 09h00 e as 19h00 e aos sábados das 09h00 às 13h00. Nos dois restantes parques, os horários funcionam entre as 08h00 e as 20h00 de segunda a sexta-feira, e da 08h00 às 14h00 aos sábados.Apenas 89 lugares de estacionamento para moradoresDe acordo com o estudo efectuado, a autarquia prevê atribuir dez por cento de cartões a moradores (89), que devem estar abrangidos pela zona de estacionamento de duração limitada, não disponham de parqueamento próprio nem de estacionamento gratuito num raio de 150 metros. O morador deverá requisitar o cartão em requerimento dirigido à presidente da Câmara de Rio Maior. A aquisição do cartão terá um custo de cinco euros e uma taxa mensal de 2,5 euros. O projecto prevê lugares de estacionamento para táxis e veículos de mercadorias de aluguer, lugares de carga e descarga, lugares para ciclomotores, motociclos, triciclos e quadriciclos, bem como estacionamento para deficientes motores, para grávidas e acompanhantes de crianças de colo, assim como outras especificações.Segundo as contas feitas pela câmara, o investimento nos equipamentos necessários deve ascender a 185 mil euros, enquanto a manutenção dos equipamentos e dos parques ficará por 65 mil euros. A receita esperada, para uma ocupação média de 20 por cento das três áreas tarifadas, é de cerca de 240 mil euros. O município poderá optar por concessionar o estacionamento a uma empresa pública ou privada, bem como a sua fiscalização.Associação Comercial e Empresarial revoltada“Ridículo” é como o presidente da Associação Comercial e Empresarial de Rio Maior (ACERM) classifica o projecto para tarifar o estacionamento na cidade. Para Carlos Abreu, o que era razoável e que estava previsto é que fossem tarifados os parques coberto e subterrâneo e algumas zonas da avenida Paulo VI junto a bancos, farmácias ou correios como tinha ficado assente na comissão municipal de trânsito. Da forma como a câmara pretende implementar o estacionamento pago, Carlos Abreu vê a situação muito complicada para moradores e para comerciantes. “Isto é tarifar quase toda a cidade. Junto à avenida Paulo VI há uma série de edifícios residenciais, apenas com lojas no rés-do-chão, não têm escritórios. O que vamos fazer a tantos moradores quando só se prevê atribuir 89 cartões a residentes?”, questiona o presidente da ACERM.Opinião idêntica manifestou a vereadora do PS na autarquia, Ana Cristina Silva, aquando da discussão do projecto, em que o PS se absteve. Para a autarca, devem apenas ser tarifadas algumas bolsas de estacionamento da avenida Paulo VI junto à CGD e outras zonas de maior movimento comercial que permitam a rotação de veículos, considerando que o projecto vai prejudicar moradores, comerciantes e quem trabalha no centro da cidade.Para Carlos Abreu esta proposta significa ainda uma ofensa aos comerciantes. “O que vai acontecer é que os as pessoas vão direitas para os hipermercados onde têm estacionamento gratuito e com isso o comércio da cidade vai definhar ainda mais”, conclui o dirigente em declarações a O MIRANTE.
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