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Acentua-se o colapso nos Bombeiros do Entroncamento

Edição de 14.12.2011 | O Mirante dos Leitores
Falta acrescentar algumas cenas lamentáveis ocorridas após se ter gorado a possibilidade de realização da Assembleia de 5 de Dezembro por falta dos associados que a pediram, como o encerramento das portas da associação durante a madrugada com correntes e a colocação de cruzes negras. Desde o primeiro momento que tudo isto está errado. Os bombeiros voluntários quando pediram a passagem ao quadro de reserva não apresentaram nenhuma reivindicação que pudesse ser negociada e satisfeita. Apenas definiram como objectivo a demissão do presidente da direcção da associação. Podem ter muita razão mas não é com “golpes de estado” que se tratam de assuntos numa associação democrática que se rege por estatutos. Associados, entre os quais bombeiros, pediram uma assembleia para demitir os corpos gerentes que não se realizou porque quem a pediu não compareceu. Só era necessária a presença de 75 associados dos cem que pediram a reunião mas nem sessenta apareceram. Agora, se quiserem podem pedir outra assembleia. Não podem é querer fazer à força o que não conseguiram democraticamente. Ninguém põe em causa a capacidade dos bombeiros mas ao abandonarem o serviço e ao manterem essa posição a ideia que transmitem é que não se importam com a população. Na minha opinião isso não é ter espírito de bombeiro nem de solidariedade nem de sacrifício. E se o presidente da direcção se demitir como querem os bombeiros voltar a concorrer e ganhar as eleições? Nunca mais teremos bombeiros no Entroncamento? No final da reunião ouvi associados revoltados dizerem que se não há bombeiros também não se sentem obrigados a pagar quotas. Onde é que isto vai parar? E onde pára a Autoridade Nacional para a Protecção Civil?Luís P. Gonçalves

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