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A deficiência de mãos dadas com a consciência

A deficiência de mãos dadas com a consciência

Edição de 14.12.2011 | Primeiro Plano
Catarina Cardoso experimentou na sexta-feira, 9 de Dezembro, o que sente alguém que é deficiente visual quando sai à rua. De olhos vendados, orientada pela voz de Nuno Carreira, percorreu alguns metros e tentou contornar, com a ajuda de uma bengala, os obstáculos de plástico que foram colocados na Rua Serpa Pinto, em pleno Centro Histórico de Tomar. Uns passos atrás, a sua irmã Andreia acompanhou-a na experiência que partiu dos Serviços de Apoio às Perturbações do Desenvolvimento e da Aprendizagem (SAPDA) do Agrupamento de Escolas D. Nuno Álvares Pereira. O objectivo passou por sensibilizar a comunidade para as questões relacionadas com a deficiência e a sua inclusão escolar e social, não deixando passar em branco no calendário o Dia Nacional da Pessoa com Deficiência. “Foi uma experiência interessante. Deu para percebermos que as dificuldades são muitas e que sem a ajuda dos outros era quase impossível não tropeçarmos”, assumiram em uníssono as duas irmãs que foram convidadas a participar pelos professores Marco Costa, Nuno Carreira e Arlete Pedro. Uma tarefa nada fácil uma vez que foram muitos os cidadãos que, por motivos variados, resistiram à abordagem inicial do trio e não quiseram incorporar o papel. O mesmo não se pode dizer dos alunos do ensino básico deste agrupamento que viveram todas as experiências com uma grande dose de euforia, desde encher um copo com água de olhos vendados, andar em cadeira de rodas ou, com tampões nos ouvidos, aprender a comunicar com linguagem gestual. “Tentámos que as crianças percebessem as dificuldades das pessoas com deficiência, colocando-as a passar por essas mesmas dificuldades” refere Laura Rocha, coordenadora da valência. O papel da sociedade civil é muito importante na integração dos deficientes. “As pessoas, muitas vezes, pensam que incluir é não hostilizar. Mas incluir é ajudar alguém com mais dificuldades e dar-lhe a oportunidade de ser uma pessoa mais participativa na sociedade”, sustenta. Elsa Ribeiro Gonçalves
A deficiência de mãos dadas com a consciência

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