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Câmara de Coruche aprova orçamento de contenção mas também de concretização

Maioria PS diz que continua a controlar a despesa e a adequá-la à redução esperada das receitas, mas continua à espreita de investimentos com apoio de fundos comunitários. Para a CDU, proposta de Orçamento para 2012 e Grandes Opções do Plano revela opções erradas e falta de apoio social.

Edição de 14.12.2011 | Sociedade
O Orçamento da Câmara de Coruche de 2012 e as Grandes Opções do Plano foram aprovados em reunião do executivo de 6 de Dezembro, com os votos favoráveis da maioria PS e os votos contra da CDU para um valor global previsto de 25,2 milhões de euros. Com menos cinco por cento de transferências do Orçamento de Estado em 2012 e uma previsível baixa das receitas provenientes de impostos, taxas, licenciamentos e outros itens na ordem dos 435 mil euros, o município de Coruche aposta ainda assim em mais investimentos com apoio de fundos comunitários do QREN. Segundo o presidente do município, Dionísio Mendes (PS), podem surgir novas candidaturas, como os projectos de construção de centros escolares na Branca e em Santana do Mato, a par da conclusão de obras em andamento como o quartel dos bombeiros, a requalificação do mercado municipal e do açude sobre o rio Sorraia, a que se junta o pagamento de obras concluídas em 2011. “A despesa corrente baixou 3,24% em 2011 e em 2012 deverá baixar uma média de 7,53 por cento. Vamos ainda diminuir os gastos com actividades recreativas, festas e similares e reduzir as horas extraordinárias para 100 mil euros, quando em 2001, último ano da CDU a liderar a câmara, eram de 250 mil euros. Vamos conseguir cumprir o serviço da dívida à banca de médio e longo prazo confortavelmente e obtivemos uma redução desse encargo de 600 mil euros de 2010 para 2011, para os 5,1 milhões de euros”, explanou Dionísio Mendes.Para os vereadores da CDU o cenário não se apresenta tão favorável. Valter Peseiro lembrou que há um aumento previsto de 600 mil euros em impostos como o IMI e o IMT para contrabalançar perda de outras receitas e acusou o executivo PS de continuar “a investir mais de 50 por cento na sede de concelho” em detrimento das freguesias. Situação que o presidente diz ser natural em função de ali viver mais população e de haver mais serviços, dando uma série de exemplos sobre investimentos concretizados nas freguesias ao longo dos últimos anos.Ao analisar a proposta de Orçamento e as Grandes Opções do Plano, Rodrigo Catarino (CDU), criticou a manutenção da verba para gastos com publicidade, os custos com estudos, consultadorias e trabalhos especializados superior a 800 mil euros, quando as freguesias vão receber menos 20 mil euros que em 2011. “A rubrica de habitação social conta com mil euros. Em dez anos de poder PS nem uma única casa de habitação social foi construída e não há reforço da acção social, apenas três mil euros face a 2011. Continuamos há anos à espera dos núcleos museológicos da Erra e do Couço, do arranjo da ponte das Courelinhas, e não vemos no PPI qualquer verba para arranjo da ponte da Santa Justa”, afirmou Catarino, acrescentando que as Festas de Coruche e a FICOR deviam também sofrer cortes na ordem dos 20 mil euros e que 160 mil euros de poupanças em rubricas deviam ser encaminhados para o reforço das bolsas de estudo e para habitação social.Dionísio Mendes garantiu que a câmara gasta menos de 50 mil euros com a FICOR, feito o acerto entre gastos e receitas, e acusou a CDU de se ficar pelos fait-divers, sem mostrar qualquer discordância de fundo com os investimentos e as políticas seguidas pelo município.

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