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Doze funcionários dos Bombeiros de Salvaterra de Magos com salários em atraso

Presidente da direcção garante que mês de Outubro será pago ainda esta semana
Edição de 14.12.2011 | Sociedade
Doze funcionários da Associação Humanitária dos Bombeiros Voluntários de Salvaterra de Magos (AHBVSM) ainda não receberam os vencimentos de Outubro e Novembro e têm em falta metade do subsídio de férias. O presidente da direcção, António Malheiro, afirma a O MIRANTE que o mês de Outubro será pago ainda esta semana. Mais de meia centena de sócios participaram na assembleia-geral da associação que se realizou na noite de 7 de Dezembro.António Malheiro refere que o passivo da associação, tendo em conta as dívidas a fornecedores e aos bancos “não ultrapassa” os duzentos mil euros. “Se quem nos deve pagasse não estaríamos nesta situação. As pessoas têm que perceber que se usufruem do serviço dos bombeiros têm que pagar”, esclarece. O presidente da direcção considera a situação “muito” complicada mas não pondera demitir-se do cargo para o qual foi eleito para os próximos três anos. “Fizemos três eleições e ninguém apresentou uma lista por isso avancei com a candidatura. Não faz sentido demitir-me”, explica.Na assembleia-geral foi decidido lançar uma campanha de angariação de fundos. Esse dinheiro será para pagar, em primeiro lugar, os vencimentos em atraso dos 12 funcionários da AHBVSM. A campanha já foi lançada e conta com o apoio dos sócios. Vão ser realizados eventos, peditórios pelas ruas do concelho de Salvaterra de Magos. Outro dos objectivos é sensibilizar a população para ajudar no momento difícil que a instituição atravessa.Das três ambulâncias que os bombeiros de Salvaterra de Magos têm apenas duas estão no activo. A outra encontra-se na oficina a reparar. António Malheiro esclarece ainda que o socorro pré-hospitalar no concelho de Salvaterra de Magos não está em causa. O presidente da direcção da instituição explica que a associação não faz parte do dispositivo do INEM (Instituto Nacional de Emergência Médica) e por isso não são eles que têm que fazer esse serviço.Para António Malheiro, é fundamental que o Estado pague “o valor correcto, não abaixo do custo” pelos serviços ou, pelo menos, que entregue subsídios para compensar essa diferença. Considerando inaceitável que, ao contrário do que acontece na agricultura ou com os transportadores, as corporações de bombeiros tenham que suportar o IVA do combustível, afirmou que, além disso, os 38 cêntimos por quilómetro que são pagos cobrem cerca de metade do custo real, ditado pelo aumento do preço do gasóleo. “Além da acumulação do prejuízo ao longo dos anos, há que acrescentar os atrasos nos pagamentos, que chegam aos sete, oito meses”, afirmou, sublinhando que na conjuntura actual já não é possível recorrer à banca para ir colmatando esses atrasos.

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