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Líder do PCP apela à resistência contra aumento do horário de trabalho

Jerónimo de Sousa falava no final de um jantar com militantes e simpatizantes realizado em Alpiarça
Edição de 14.12.2011 | Sociedade
O secretário-geral do PCP disse em Alpiarça que o aumento de meia hora diária no horário de trabalho e a eliminação de quatro feriados representam “20 dias de trabalho gratuito”, gerando uma quebra de 10 por cento do salário real.Jerónimo de Sousa falava no final de um jantar com militantes e simpatizantes realizado dia 7 em Alpiarça, num discurso em que várias vezes sublinhou a importância da “luta organizada” e da participação no “movimento de resistência”, como a “semana de luta” agendada pela CGTP para esta semana.Para o líder comunista, o aumento da meia hora diária no horário de trabalho, aprovada em conselho de ministros, aliada à intenção de eliminar quatro feriados, poderão traduzir-se na perda de 250.000 postos de trabalho.“No imediato e com aquelas medidas seriam os tais 20 dias de trabalho gratuito, que significará uma quebra adicional do salário real de 10 por cento, e que se vão juntar a outras medidas de desvalorização dos rendimentos do trabalho”, afirmou, sublinhando que se trata do “regresso à semana inglesa com trabalho gratuito” para três milhões de trabalhadores do sector privado.Jerónimo de Sousa afirmou que a questão do horário de trabalho, a par de outras medidas de alteração da legislação laboral, deve merecer da parte dos trabalhadores “uma luta superior” à feita na greve geral de 24 de Novembro, para impedir que o Governo “consiga esse objectivo reaccionário e retrógrado”.O secretário-geral do PCP criticou que em cinco meses de Governo e no Orçamento do Estado não se vislumbre “nem uma medida para dinamizar a economia e promover o emprego”.Jerónimo de Sousa reafirmou a convicção de que a ideia de que “é necessário ficar pior hoje para melhorar amanhã” é uma ilusão e que “caso se mantenha esta política e este pacto de agressão” a situação só vai piorar. No seu entender, o projecto europeu está “visivelmente em crise e a conduzir os povos e os países da Europa para o pântano da crise generalizada e para a regressão de décadas no campo do desenvolvimento social e económico”.

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